Semana

Eu sei que hoje ainda é quarta feira, mas por enquanto a semana está indo bem.
Bom, vamos começar.

Apesar de falar de uma semana boa, infelizmente ela começou de uma maneira péssima. O baixista do Slipknot, Paul Gray morreu segunda feira, aos 38 anos , esperando seu primeiro filho, e supostamente vítima de overdose. Apesar de não ter uma ligação muito grande com a banda, gosto muito do estilo deles, e este fato me deixou relativamente abalada. Não é querendo fazer drama, mas qualquer que se vai, faz falta. Mas ele será o nosso eterno #2 e é isso que importa.

Terça-feira. Dia bom. Dia de sol. Dia de calor. Terça-feira. Dia feliz.
Como qualquer outra terça, esta foi engraçada e sorridente. Pelos fatos ocorridos e por mim também. E mais alguns fatos ligados à morte. Terça feira, 22:30 assistindo a um TV Show, percebi que DEVO ser mais feliz e valorizar muito o que eu tenho. Vi que sou muito egoísta quanto a mim, e preciso mudar. Eu vi que pessoas que estão numa maré péssima vivem de bem com a vida e dão valor a ela. Dar valor, é disso que eu preciso.

Quarta-feira. Hoje. Um dia que tinha tudo pra começar ruim. Passei boa parte do dia com um monte de gente me perturbando e reclamando da vida nos meus ouvidos. E isso realmente não é pra mim. Não sou de dar conselhos e quando eu tento fazer isso, só ''cago'' mais. Mas apesar disso, não me deixei levar e mesmo assim, sorri. E infelizmente, mais uma vez, tive um fato relacionado à morte. Durante a tarde fiquei sabendo que o pai de alguém da escola morreu. Não sei porque, mas senti uns esquisitos ''calafrios''. E tenho uma breve impressão de que é o pai de alguém que tenho uma pequena consideração. Já em casa, vi que os dias podem estar sendo curtos demais pra viver. E que esta coisa chamada tempo está se esgotando pra nós. Portanto, resolvi, tentar relevar os erros e discussões, pra poder aproveitar melhor os dias. Peguei algumas músicas e realmente vi que podia me sentir forte como antes. Talvez seja pela presença de cinco pessoas do meu passado recente que resolveram aparecer. E estas 5 me fizeram confiar e acreditar muito em alguém que eu não preciso nem falar o nome. Me senti como antes. Me senti bem.

3 dias. 3 mortes. 3 lições de vida. 3 dias bem vividos, afinal, eu estou aqui.

Ponto de Vista

Excepcionalmente hoje, não falarei de amizades, amores e afins. Falarei dos diversos pontos de vista.
Tudo isso começa num trabalho. De inglês especificamente, Tradução das músicas Beautiful Day e Orinoco Flow. Primeiro de tudo: nunca vi fazer CONCLUSÃO de música. Pra mim, música é pra sentir e não pra ver fins grosseiros e cheios de termos sobre ela. Segundo: o que se pode tirar de proveito de uma música que passa a maior parte do tempo clamando ''me deixe navegar, me deixe navegar, me deixe navegar''? Terceiro: o trabalho valia dois e tirei um e meio.
Se for pela nota, eu não me importo. Mas o pior é a justificativa.
Ao fazer a conclusão, tentei ao máximo expressar o meu ponto de vista de tudo aquilo. Talvez seja por isso que me foi descontado meio ponto. Enquanto todos diziam que a música é legal e linda, eu CONCLUI que a tal da Orinoco Flow, pra mim era muito chata e repetitiva, mas que pra quem gosta, é uma boa pedida. E talvez toda essa minha sinceridade tenha causado estranheza, espanto ou até arrepios. Imagine: pra alguém que vive corrigindo puxa-saquismos alheios, e lê uma coisa daquelas deve realmente ficar assustado.
Se aquele trabalho, ou principalmente a conclusão dele, tivesse uma resposta correta, do tipo 3x3=9, eu até me conformaria. Mas numa conclusão, você expressa o que entendeu do conteúdo, e já que eram músicas, expressei todo o poetismo cravado dentro de mim. E eu não sei por qual motivo, a professora viu que eu estava errada, ou talvez não totalmente certa.
Há algumas hipóteses a serem avaliadas: ela me descontou meio ponto porque escrevi superpopulosa e não super populosa(acabei de ver no meu amigo Google e ele me diz que realmente escreve-se superpopulosa, tudo junto, como eu fiz); ela não concordou com o meu ponto de vista; ela não gosta de mim; ou simplesmente ela odiou as folhas cor-de-rosa que fiz a capa.
Seja lá qual for o motivo (e isso não faz a mínima diferença agora), eu fico me perguntando: temos que ter os mesmos pontos de vista?
Bem, eu creio que não.
Veja, se todos nós tivéssemos o mesmo Ponto De Vista de tudo, não teríamos a ciência ou a religião. Afinal, se fôssemos todos da ciência, não ficaríamos nos perguntando de onde viemos. Ué, saímos do Big-Bang e do Macaco, pronto! Se fôssemos todos da religião, apenas concordaríamos que Deus, o grande cara nos criou e pronto. Fomos feitos. Saímos de uma costela, HAHA
Se tivéssemos o mesmo Ponto De Vista, não teríamos tantos e variados tipos de música, por exemplo. Todos achariam que ópera é legal e ficaria por isso mesmo. Ou rap, funk, rock... Já imaginou um mundo só de funkeiros? Feio, né?
Por fim, não condeno nenhuma prática de ninguém, mas só o que me deixa IDIOTIZADA é o fato de termos que seguir os parâmetros impostos por alguém sem no mínimo termos a chance de uma réplica.

E depois de todas estas justificativas, me disseram que eu devia ser jornalista.

Tudo o Que Faz Falta

E eu escrevo letras e mais letras, versos e mais versos, canções e mais canções.
E ainda assim, não encontro a solução.
Mas olhando melhor, solução não há, e nem um remédio.
Há um ...

Eu havia começado a escrever, mas me faltou palavras.
Me faltou o ar.

E tudo o que faz falta, neste momento, é um coração que saiba dizer não.

Verdades

Verdades não vão faltar e quando menos esperar eu não vou estar aqui.
Porque você conseguiu mais uma vez, estragar o que estava cicatrizando aos poucos.
Você conseguiu de novo, fazer que eu sinta horrores(e tremores) ao pensar no passado.

Eu acho que essa história não é nada boa, e não estou gostando nada de estar do outro lado. Se isso foi uma brincadeira, não soou tão bem quanto deveria pra mim, TALITA.

p.s.: citar nomes pra não cometer ERROS.

Três princípios

Eu tenho exatos vinte minutos pra escrever isto.
Eu tenho tempo suficiente pra pensar no que fazer.
Eu tenho apenas uma vida, mas muitas escolhas.

Há um tempo descobri que tenho um coração mole demais.
Há um tempo descobri que posso chorar mais do que imaginei.
Há um tempo descobri que sei mais do que posso.

Não quero ter um futuro premeditado.
Não quero ter o dinheiro que todos sonham.
Não quero ter o sossego e a vida mansa.

Eu quero poder batalhar pelos meus ideais.
Eu quero sair sem ter preocupações tolas.
Eu quero ter a sensação da vitória.

Sentir o coração bater por mais um dia vivido.
Sentir o coração bater por uma visão do presente.
Sentir o coração bater por uma nota musical.

Prazer de ter coisas boas.
Prazer de ser importante.
Prazer de conhecer.

Ferir quando for necessário.
Ferir quando for de mentirinha.
Ferir numa reação inesperada.

Chorar sempre que for possível.
Chorar pra ser feliz.
Chorar pra celebrar.

Cantar sempre que for possível.
Cantar pra ser feliz.
Cantar pra celebrar.

Sorrir sempre que for possível.
Sorrir pra ser feliz.
Sorrir pra celebrar.

Tudo na vida tem três princípios, três razões, no mínimo. E a própria vida tem os seus três princípios: Chorar, Cantar e Sorrir. Pra ser feliz, Pra celebrar. E sempre.
Um ser que quer ser eterno deve seguir ríspidamente estes princípios. E será eternamente uma pessoa bem vivida. Eternamente eterna, pra sempre.

O Destino

Hora de crescer, o destino é só um. E não adianta querer mudar.
Vou fazer o que é melhor, estar com quem me faz bem.
Onde está você?

E eu te dou todo o tempo que você precisar pra me reencontrar.
E que esse tempo guarde toda a boa lembrança que a gente viveu.
É melhor do que ficarmos juntos e acabar de uma vez
Sem querer relembrar de nossa história
Que ninguém vai conseguir apagar.

Esquece que o que ficou pra trás não é o que vai fazer você feliz agora.

Distante de você pensei em te procurar
E quase sem saber a gente foge sem notar
Que a estrada que me leva é a mesma que te traz
E o destino é o que te une a mim em todo o momento.

[Trechos de músicas do Aliados. Hora de crescer, Como sempre foi, Esquece, Senhor da Razão]

Aceito os Meios

No sim, existe um não
No céu, existe um chão
Vencer também traz perdas

Sentir pode doer
Sorrir pode esconder
Viver tem suas mortes

[Duras Pedras - Sandy]
Pronto. Uma letra de música. Eu acho linda. E real.

Tempo

E mesmo depois de tanto tempo, tudo parece continuar como se não houvesse mudanças.
É como se cada tic-tac do relógio me levasse a um tempo distante, em que eu via coisas para mim, e hoje, eu não posso nem dizer se ainda tenho esperanças para uma mudança.
Ou quem sabe até não acontece o contrário e agora eu tenho a convicção de que tudo será melhor.
São dilemas, são verdades, são momentos?
Ou são simplesmente dúvidas de quem nunca sabe de si, e nunca entendeu que o erro pode ser um acerto pro outro.
Passadas tantas semanas, tantos anos, ainda não consigo saber se tenho forças pra suportar certas palavras. Sim, sou frágil.
Admito que não sou inteligente o bastante pra me desvencilhar de obstáculos impostos pelas pessoas.
Não sei, não posso e nem quero descobrir a minha verdade neste momento.
Às vezes eu desejo me vingar da minha própria cabeça, dos meus pensamentos.
Mas eles me seguem, como se achassem engraçado me ver pedindo por solução.
E depois de tanto tempo, eu sinto que necessito de um abraço. Não é qualquer abraço. Não é abraço de mãe. Não é abraço de amigo. Não é abraço de qualquer um.
Eu realmente preciso de um abraço de vitória.
Preciso sentir a mesma sensação de cinco anos atrás, quando eu realmente me senti campeã.
Quero sentir todo o fervor de sentimentos duvidosos/verdadeiros/confiantes. Quero provar pra mim que posso ser mais.
Eu sinto saudades daquele tempo. Em que eu realmente me sentia apta. Eu confiava em mim.
O tempo é o senhor da razão, ele é sábio. O tempo me desejará boa sorte. O tempo saberá curar minhas feridas. E principalmente: o tempo saberá saciar a minha saudade.


P.S.: Sem dúvidas, em toda a minha vida, isto foi a coisa mais ''feeling'' que eu já escrevi. Pode parecer mentira, mas neste exato momento (4.05.2010, 22:52) eu estou chorando. E sentindo do pior jeito o que é ter saudade. Acredite se quiser, mas a invencível Carol, hoje perdeu.

Por Favor

Olá. Por favor, não me pergunte o porquê de eu escrever estas coisas aqui. Às vezes é por puro instinto mesmo.

Alfa e Ômega

Após um longo dia sem ter o que fazer, eu olho a minha face no espelho e tudo continua igual.
Seria ruim da minha parte colocar a culpa no espelho, mas não sei, acho que nisso ninguém tem culpa. Nem eu.
Sinto coisas estranhas quando o vento toca a minha pele. É como se alguém quisesse fazer contato comigo mas sente dificuldades. E todo o frio que vem depois passa a ser sua mensagem.
Chega a noite, e sei que posso sorrir. E tenho a alegria de pensar: chegou a hora de dormir. Não pelo fato de descansar, mas de deitar e poder sonhar.
Eu sei que quando sonho posso te tocar, assim como o vento toca em mim. E ao te ver, é como se fosse um espelho. Tudo o que você faz eu faço também.
É como eu já havia dito: ''Nós temos muita história entrelaçada''.
Nossos destinos têm um mistério fácil de ser resolvido: é simplesmente amor.
Este tal sentimento sublime nos consome a cada dia.
Eu não tenho medo de pensar: eu te amo. Já que te falar pessoalmente é algo pouco provável agora.
Mas este dia chegará, eu tenho fé. Nem que seja no céu (ou no inferno, talvez). Mas eu terei o prazer de olhar nos teus olhos e poder te dizer tudo o que eu quero. E fazer de você um pedaço de mim.