Saudosismo


Amigos, essa postagem não é digna de ser poética. A vida não é uma poesia, e assim será pra sempre. Portanto, aviso-os que verão nomes desconhecidos, lugares desconhecidos. E se não entenderem nada, deem-se por satisfeitos com esta postagem, pois quem aqui está, importante foi.
__________________________________________________________________
Finda o ano, e vem todo aquele saudosismo.
Vem as memórias de tudo o que se passou, se viveu, se esperou e se encantou.
Posso dizer que 2011 foi um ano memorável.

Terminei a última postagem de 2010 assim: "Estudar muito, fazer curso, academia, mais uma mudança e muita gente nova". Quase tudo isso aconteceu, exceto pela parte da academia e da mudança. Comecemos:


Iniciei 2011 como sendo o começo da minha nova fase. Até então essa "nova fase" só se dava pelo fato de eu ter voltado a morar em São Paulo, o que queria desde que fui morar em Praia Grande, há exatos dez anos, mas depois aconteceu de verdade, internamente.
Estava eu ainda ligada no Max, mas desisti depois de ver minha liberdade indo embora. Deixei-a ir embora junto com ele, não dava mais. Veio fevereiro, e a nova escola até então era uma incógnita na minha cabeça, estava totalmente insegura. Até que entrei na minha sala e vi nos olhos de alguns colegas a minha salvação. E foi mais ou menos assim que ganhei o Anderson, a Elza, o Gordão, a  Débora, a Bruna, o Alê, o Caio, o Emo e mais alguns que de tão idiotas se tornaram importantes demais. Em Abril, depois da recaída com o Coreia e ao completar 16, percebi que precisava dar um novo rumo na minha vida, e assim iniciei a jornada em busca de um emprego. O mais incrível dessa história toda é que exatos dois meses depois, quando entrei no CTC, ninguém acreditou que eu estava trabalhando. Sei lá porque, mas as pessoas achavam que eu ia ser vagal pra sempre. Creio que com essa eu surpreendi, haha
Engordei, emagreci, engordei, emagreci.. continuo nessa maré até hoje, e talvez um pouco pior do que antes. A parte da academia vou deixar pra ano que vem mesmo, não tive tempo nem pra mim se querem saber da real. A parte dos tarja preta e antidepressivos eu já deixei pra trás. Hoje em dia meu coquetel diário se resume aos hormônios, a metformina, e eventualmente ao antialérgico.
Agosto foi um tanto penoso, tempo em que entrei no Cursinho, me matei de estudar, mas tive a oportunidade de ter aulas com o professor mais incrível que já vi. Carinhosamente chamado de "Jaiminho, o carteiro", Juju é um professor de literatura imprevisível. Uma pessoa incrível, incrível.
Abri setembro com um dos episódios mais hilariamente fantásticos da minha vida, quando finalmente fui conhecer a Galeria do Rock (acreditem, eu nunca tinha ido lá) e nesse mesmo lugar quase conheci meu ídolo mór. E por falar em ídolos, o mês seguinte me presenteou com um show mais do que lindo do Rancore. Como poderei eu esquecer daquele memorável 16 de outubro, não é mesmo? Agradeço imensamente à Talita Loyola que me fez entender desde o início de que o Teco não era um maluco.
E no quesito shows, terminei 2011 da melhor forma possível. Logo após o lançamento da bomba eu fui conferir de perto o que era morrer sozinho. Quase vi a hora daquele Hangar110 pegar fogo, mas mesmo com um hematoma no nariz esse show da Fresno foi o mais indescritível que já participei.
Comprei o Tri-Polar Deluxe e recebi uma mention da Emma Anzai. Me sinto foda.

E assim foi meu ano, bem diferente do habitual. Se ainda estivesse na Praia Grande, estaria na Etec já com dois semestres terminados no curso de Contabilidade, na escola e na academia. Indo e vindo todos os dias pra casa, sem perspectiva. Acho que me saí bem vindo pra Sampa. Sei que vocês já não aguentam mais me ouvir dizendo que São Paulo é tudo pra mim, mas o problema é que é a pura verdade.

Meus planos para o ano que vem: queimar neurônios, gastar grafite e falir meus pais pra pagar as inscrições dos vestibulares.

Mas mesmo assim, que 2012 venha com muito amor pra vocês, e pra mim também pois estou precisando.

Inevitavelmente evitável

Não me culpem por agir desta forma, é apenas a minha vida. E assim como ela, muitas idas e vindas eu tenho dado. Na extinta página onde eu contava a minha rotina pacata e achava super legal, disse num dos meus posts que "quem lê meus post's regularmente, percebe que entro em contradição muitas vezes. Mas é o meu outro alguém que entra em ação. Caso aconteça alguma coisa comigo, podem ter certeza que realmente não era eu naquele momento. (Março, 2009)" E mesmo depois de quase três anos, percebi que ainda me expresso da mesma forma. Isso se deve ao fato de eu também continuar sendo a mesma. Aliás, essa frase é muito pejorativa. Expliquemos.
Ainda nesse mundo onde as pessoas só importam-se com o que tem, onde a família não é nada mais do que um termo 'bonito', onde pai mata filho, filho mata pai, onde a alegria se encontra no saldo da conta bancária, ainda assim eu permaneci exatamente intacta. Não fisicamente (e isso não importa nesse momento), mas meu ideal de felicidade ainda é o mesmo de anos atrás, e continuará sendo. Considero-me avançada de mais e inconsequente de menos pra minha idade, e isso afeta diretamente minha vida. Mas chega uma hora em que toda a minha oculta inconsequência precisa ser exposta de alguma forma, e me encontro obrigada a vir desabafar aqui. 
O "Quando Eu For Velha" nada mais é do que o meu refúgio, o lugar onde me sinto bem quando estou mal, onde me sinto melhor ainda quando estou bem. Venho eventualmente para colocar pra fora do meu peito o que não posso dizer pessoalmente a alguém ou para tirar da minha mente as coisas ruins. É quase tudo sobre mim, e nada mais. Pouquíssimas vezes eu abordei política, gente famosa, e quando o fiz, foi porque me senti deixando de lado essa minha paixão, e então arrumei uma desculpa 'só para dizer um oi'. Enfim, em tudo o que vocês leem aqui há um pouco de mim, não integralmente, já que em alguma hora pode vir o meu "eu oculto" comentado no início deste texto e espalhar algumas inofensivas mentiras realistas que até eu mesma peno acreditar. 
Está findando o novo ano que passará a ser velho, e muita coisa boa aconteceu. Escrevi minhas lamúrias menos que o normal nesses tempos,  mas os mais sórdidos detalhes virão logo mais, na postagem "oficial" de fim de ano, digamos assim. Espero que esteja mais do que explicada a minha motivação de continuar com esse blog. Não vejo necessidade dele se tornar famoso, acho que acabaria com a graça e ínfima pureza que lhe resta. Mesmo assim, não dispenso os meus assíduos leitores (e sei bem quais são), dos que identificam-se com o que aqui está contido até os que acham as minhas tentativas de ser poeta um total fracasso literário. 


"Eu gosto de pleonasmo e de catacrese. Cacofonia não é o meu forte." - e assim surgiu o slogan da porra toda! Me desculpem os mais corretos, mas a porra foi necessária pra enfatizar. 

Um olhar sobre as pessoas

O problema das pessoas são as pessoas. Elas se fazem escravas de si.

Só queria dizer isso mesmo.

Confissão

Chega uma hora em que o sentido da coisa é já não fazer sentido algum.
E então tu percebes que só tem graça quando há uma razão, e se essa razão longe está, graça não há.
Quando o mundo dá voltas e todas elas param num mesmo lugar...


É, parabéns! Eu finalmente caí na tua armadilha.

Relato Sobre a Saudade - Parte II

Minha mente já cogitava ter que compartilhar a segunda parte deste relato com vocês. Ela só não sabia que iria ser tão depressa. E aqui estou eu, novamente me lamentando em tormentos infinitos dentre devaneios inimagináveis pra alguém são. A frase é "de efeito", e efeitos devastadores acontecem.
O motivo pelo qual estou aqui hoje é simples: saudade.
Saudade daqueles antiquíssimos tempos em que eu tinha uma mera impressão de estar feliz. E pra esse tempo, eu uso o estar apenas por ser mais adequado à minha situação. As amizades feitas ali são extremamente importantes pra mim. Os amores que conquistei nesses dias são parte do que me move hoje, parte da minha razão. Amores esses que traduzem-se em abraços e boas risadas à beira do mar, em lágrimas vividas intensamente por todos, em promessas que mesmo que nunca fossem cumpridas, eram importantes. E são importantes. Prometo à vocês que voltarei, e mesmo que não possa cumprir, com vocês estarei sempre em alma, onde quer que eu esteja. Sei que parece discurso de despedida, coisa de suicida, mas minha intenção não é essa. Há algum tempo, muito antes de vocês, eu pensei em terminar de vez com toda essa minha incompreensão. Mas então apareceram pessoas na minha vida que se tornaram mais importantes que eu, e que mostraram que viver e aproveitar todos os podres oferecidos pelo destino é muito melhor do que definhar dentre os mortos. Obrigada a todos vocês que fazem de mim um ser importante.

-
Nota: Caras pessoas, em certos discursos deste blog há vezes em que eu encaro uma personagem que na realidade não tem nada a ver com a minha vida. Na maioria das vezes isso acontece. Eu crio situações para fazer real um mero pensamento meu.
Só quero deixar claro que, desta vez, todas essas palavras são puro sentimento. Meu. Eu. Não há nada mascarado por sob essas verdades.

É só isso

Eu só queria entender porque as coisas não funcionam da maneira certa.
Estava tudo bem, tudo lindo, eu feliz, você feliz (creio eu).
Daí veio uma bomba e acabou com tudo. Na verdade não acabou realmente, ao menos pra mim.
Eu quero mais, eu preciso de mais.
Preciso também de um alguém me faça feliz, que me compreenda, que tenha MUITA paciência pra me aguentar. Um alguém que pense melhor que eu, que aceite minhas críticas, que retruque minhas verdades indiscutíveis.
Perfeição, não.

Fortaleza dourada de músculos e coração.

Perguntar-se o porquê de estarmos aqui e voltar a realidade.

Logo eu, sempre tão derrotista e inconformada, tão cheia de inverdades e ilusões. Logo eu.
Aqui estou para contar-lhes que venho me superando. O interno ferido está cicatrizado quase totalmente. Deixei de lado o que me fazia mal, esqueci que um dia vivi tudo aquilo.
E esquecer foi o que me fez voltar a ser quem eu era. Estar de pé é uma vitória, para todos nós.
Individualmente, insignificantes somos. Mas num todo um de nós pode fazer falta.
Parar pra refletir sobre si próprio e pesar atitudes e consequências faz a diferença.

Não apague da memória tudo o que viveu. Depois de todo esse tempo, eu aprendi que somos melhores quando compreensíveis. Não precisa aceitar todas as condições, mas não inicie a guerra a partir da sua frívola ideia de revolução: isso não funciona, não resolve; só piora e faz deteriorar.
O mundo, o universo. Existem coisas tão mais belas pra se preocupar, pra admirar e aplaudir. Observar o balançar das folhas no amanhecer congelante e ensolarado é lindo, acredite! Isso é só parte da ambiguidade que a natureza nos oferece, e podemos mais, muito mais.
Agora vou vivendo assim, aguardando surpresas. Diferente do que fazia antes, quando eu financiava a destruição.
Sei onde vivo, não fecho os olhos para o meu exterior. Tenho conhecimento de todos os males mundanos que acontecem por aí, mas não posso depositar a minha força na pífia ideia da maldade. Isso eu deixo para os que gostam: e são muitos. Sempre vai ter alguém pra te derrubar, pra dizer que você não é bom o suficiente. Retribua-os com um sorriso. Um belo e longo sorriso, de lástima, talvez. Desligue a TV ao ouvir a notícia da chacina do ano, não absorva toda essa languidez.
Sempre me lembro de que continuarão morrendo e continuarão matando, estando eu bem ou não. Então já que é assim, prefiro me complicar com coisas melhores.

Não quero que isso pareça um artigo de auto-ajuda, já que não creio nisso.
Não creio também na fé que alguns carregam, e os deixo padecer com o Seu.
O QUE É GENUÍNO CRIATURA NENHUMA CONSEGUE TRANSFORMAR, só precisamos aprender um pouco mais sobre isso.

Antes

Antes eu era convidada pra bailes de debutantes. Não fui em todos.
Antes eu ia pra shows onde cocotas gritavam loucamente.
Antes eu achava que ser legal era o mesmo de ser popular.
Antes eu tinha um rolo virtual que queria que fosse real.
(isso não era pra rimar)

Agora eu vejo meus velhos amigos completando a maioridade.
Agora eu vou em shows onde caras se batem loucamente.
Agora eu prefiro ter um amigo e ser feliz assim.
Agora eu tenho um rolo real. (e não quero nada virtual)

Prevejo estar indo aos casamentos e chás de bebê dos meus amigos.
Prevejo ser candidata a madrinha dos filhos deles.
Prevejo ter um companheiro compreensível.
Prevejo ser feliz de qualquer maneira.

Agora

O silêncio fala por si. Mas disso você já deveria saber.
Pare de ficar implorando por respostas minhas! -elas nunca chegarão-
Eu não posso lhe dizer a verdade, nem sei se ela existe.
Essa verdade que você anseia ouvir não pode ser proferida.
Ainda não me sinto boa o suficiente para satisfazer suas vontades.
Aceite. Ainda não é a hora.
O tempo vai mostrar pra nós dois quem está certo.
Só lembre-se que eu tenho um coração, indiferente.

Um mistério.

Há certas coisas que podem até ser um pouco parecidas comigo. Mas incrivelmente, eu achei uma pessoa que conseguiu me descrever internamente do jeito exato! Tudo, exatamente tudo tem haver comigo. Minhas maneiras, manias, preferências. O título já diz: Complexidade. Sou complexa demais pra alguém me entender, ao menos eu achava isso até ler o texto a seguir:


Complexidade
Talvez seja tão complexo me entender, talvez eu não venha com um manual de instruções, talvez eu não venha com um folheto auto-explicativo colado nas minhas costas. Talvez você possa encostar sem pedir licença ou quem sabe chegar devagar. Mas não tão rápido, eu me assusto com a rapidez de uma paixão e nem muito devagar que me faça dormir até sua chegada. Não acredite se eu fugir ou não deixar você se aproximar, eu tenho medo de sentir, tenho uma grande e forte armadura e pés fortemente cravados no chão. Pareço forte, mas a qualquer momento posso mostrar fragilidade, então não se assuste se alguns assuntos me deixarem sem ação ou palavras. Não berre, tenho mania de chorar quando isso acontece. Mas é mais provável que eu revide no mesmo tom ou te dê as costas. Acordo, às vezes, estressada, então só tente algo depois do café. E quando eu acordar bem, antes de qualquer coisa me permita lavar o rosto e escovar os dentes. Toque em mim, o quanto quiser, só não depois do almoço, eu fico com sono e um pouco desligada. Mas faça isso depois de 15 minutos para que eu possa me reabastecer com cafeína. Não me faça pensar em filhos ou escolher os nomes de futuros, é cedo demais. Espere o tempo certo para falar disso, deixe pra lá. Depois a gente vê ou nunca venha ver. Ou nem eu venha ver, talvez eu tenha filhos, talvez não. Esquece isso. Não me pergunte se estou bem quando me pegar chorando de dor por causa da cólica, eu fico irritada mesmo. Mas é a TPM, então não ligue se eu for rude. E mais ainda, não ligue se eu chorar por qualquer coisa. Como eu disse é culpa da TPM. Não faça a barba, esqueça! Não faça o tipo metrossexual, não entre na academia. Gosto de algumas gorduras para apertar algumas vezes. Esqueça de cortar o cabelo, algumas mulheres gostam de homens cabeludos. Só não mexa no nosso em uma festa, mas quando nos deixar na porta de casa, faça questão de bagunçar e não minta... Se estiver feia, está feia. Se estiver bonita, está bonita. Não tente agradar e então me agrade dizendo a verdade. Se esfole, se machuque, mesmo sendo velho. Deixa-me cuidar, não tenha tanto cuidado. Vista a primeira coisa que encontrar, mesmo que esteja furada. Empresta-me uma camisa quando eu chegar molhada por causa da chuva na porta da sua casa, pare de ser egoísta. Compartilhe. Não me peça para conhecer a família tão cedo. Calma, tudo tem seu tempo. Nada de esportes e se tiver que seja algo normal. Irrite-me, me faça ficar louca e estressada o suficiente para te dar um cutucão carinhoso de vez em quando. Mande-me levantar e buscar o que eu quero, não faça todas as minhas vontades. Não esqueça que eu também posso levantar a bunda e pegar o que quero. Mas experimente fazer essas vontades de vez em quando. Ande devagar ou experimente um salto alto. E entenda o porquê de andar devagar. Eu gosto de vestir minhas roupas furadas em casa, não repare. Aposto que também faz isso! Ria da minha cara, quando meu cabelo estiver àquela palha. Ou apenas ria porque me viu com uma sacola no cabelo, por causa da tinta. Pare de frescura ou de tentar agradar quando não é verdade. Escolha um filme ruim, que me faça dormir e depois acordar, tentando dizer: “Adorei o filme.” Não seja amigo, nem amante, nem marido, nem namorado. Seja algo errado e inesperado. Surpreenda! Se for o oposto, é bom. Mas quem não quer alguém com os mesmos conceitos? Mas tanto faz, inove! Comemore, beba se quiser, fume cigarros se bem entender, só não perto de mim. Ou me faça gostar do cheiro, não sei, invente! Ou seja, tudo ao contrario, me deixa louca, seja imaturo e maduro ao mesmo tempo. Seja você. Faça-me gostar das coisas que eu odeio, mas só não me arraste para igreja. Ou me arraste, tome conta da situação, mas ciente que estou lúcida e pronta para pegar as rédeas quando eu entender que seja coerente. Deixe-me entrar primeiro no ônibus, deixa-me na porta de casa, mesmo que a sua seja longe. Seja cavalheiro. E se morar longe, muito longe, tudo bem. Imagina a "saudade gostosa" que vamos sentir e do entusiasmo que vamos ter quando nós nos encontrarmos novamente. Segura a minha bolsa quando eu for ao banheiro. Só não mexa nela ou mexa e descubra o que uma mulher carrega consigo. Quero ver você estressado, irritado, que ache outras mulheres bonitas, tenha amigos e falem de assuntos que para nós mulheres são absurdos. Faça massagem nos meus pés, só não faça cócegas neles. Que seja velho, que passe do tempo, ou seja, novo, que ainda sobre tempo, não importa. Só seja sensato e com ciúme tolerável ou não tenha ciúme, não vou me importar e nem achar que você "não me ama", deposite o mesmo nível de confiança, baseado no tanto que confio em você. Se ainda assim não me conquistar, experimente me deixar sem palavras, me ligue nas horas mais irritantes. Experimente me fazer rir com qualquer bobagem que você diga, seja você, mesmo que você seja estresse ou pura doçura. Mas não tão estressado ao ponto de me irritar e não tão doce. Muito doce enjoa, ainda mais em homens... Ou experimente ser persistente, para que eu não fuja. Só pra variar!
- - - - - - - - - - - - - - - - -

O ser que conseguiu a proeza de me assustar tanto com isso é a querida Juliana Gonçalves. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente há pouco mais de um ano, e nem sabia que ela escrevia tão bem.
Se quiser conhecer um pouco mais do que ela faz, clique aqui.

Não leve a mal

Nem começou, mas já acabou. Foi a primeira vez e também a última.
Não me convenceu, não me chateou, não me procurou.
Não te convenci, não te amei.
A pura verdade de todo esse caso é que foi só um (a)caso.
Nunca daria certo, e tive equilíbrio suficiente para medir as circunstâncias.
Você não merece tudo o que eu ouso sentir.
Todas as minhas memórias falhas de um passado de tormenta
  me abriram os olhos para supor o que poderia vir depois.
Não leve a mal, eu tenho muito pra viver (sem você).
Fico feliz por saber que está bem, e saiba que também estou.


Nem sei porque escrevi isso, mas acho que só queria formalizar que me conformei. Eu ainda necessito disso tudo, é o que me alivia de vez em quando. 
*Sim, sei que usei algumas frases que são versos de músicas. Conscientemente as coloquei aí pra sintetizar a ideia.


Desculpa, humanidade.

Ovo com bacon pode ser gostoso, mas não é o paraíso.
Beijos são ótimos, mas um bom abraço vale muito mais.
Café com biscoito dá muito mais prazer do que Smirnoff Ice.
Fumar não te deixa mais 'in'.
Kurt Cobain não é o cara.
U2 e Coldplay são totalmente dispensáveis.
Pepsi é bem melhor do que Coca-Cola.
Morram canelas, gengibres, cravos-da-índia e cerejas.
Não existe nada eterno.

Essas são as minhas verdades. Fim.

Segunda-feira pode ser boa sim!

Hoje de manhã quando acordei nem imaginava o que havia a me esperar.
Até então, era um dia normal, como qualquer outra segunda-feira normal, monótona e chata.
Deu duas da tarde, saí do trabalho mas mudei meu caminho, já que tinha que ir à Galeria do Rock comprar meu ingresso pra ver Rancore na Tribe House, em Outubro.
Fiquei mais de meia hora perecendo no ponto esperando por um ônibus, ele chegou e estava vazio.
A seguinte sucessão de fatos, até então era esperada: procurar a loja, comprar o ingresso, procurar por uma camiseta (até porque é muita cagada ir à galeria e não comprar uma camiseta), comprá-la e ir embora. Matutei e resolvi comprar uns bottons, e então vi uma vitrine muito legal, cheia de coisas legais e tudo mais. A loja em questão estava vazia, exceto pelo vendedor e um cliente. E foi esse um cliente que me tirou do sério. Era um cara tatuado, e quando prestei bem atenção percebi que conhecia aquele braço. E aquela touca, e aquele óculos. Era o Lucas, o mano que pega no microfone da Fresno, meu ídolo-mor do século XXI, estava ali, na minha frente. Parei por três segundos olhando aquele cliente e fui embora. Meu celular estava no bolso pronto para a foto, eu tinha um estojo cheio de canetas e papéis pra autógrafos. Não fiz nada. Virei as costas e fui embora. Cheguei na rua e me deu uma crise incansável de riso, seguido por choro (choro de risada) e uma sensação totalmente estranha.
Eu vi, hoje, o cara que inspira a maioria dessas coisas aqui escritas, e não fiz absolutamente NADA! Sei que nunca vou ter uma chance dessas, e por isso me vejo como uma plena idiota. Sou trouxa, mas sou feliz.

obs: e depois de toda essa cagada do destino, chuto metade da prova de português e tiro DEZ!

Pura babaquice

Cá estou eu, envelhecendo e vivendo meus dezesseis anos.
Idade boa, muita curtição.

Tá!

Na última segunda feira minha tia foi à Salesópolis, a cidade onde fica a nascente do rio Tietê. E no meio de tantos souveniers, ela me traz uma coruja. UMA MALDITA CORUJA!!!
Imagine você, logo eu que tenho ornitofobia (vai, procura no google) com uma coruja olhando pra mim na sala de estar. Minha tia só pode me odiar, que coisa de doido!!!!
A outra coisa é que só tem casal nessa vida. Chego na escola, e só no meu círculo de amigos têm três. -e eu aqui solteira, perdendo meu tempo escrevendo asneiras nessa joça-

Pronto, cabô, cabô.

Além dos olhos, perto da razão.

Já fazia tempo que não passava por aqui, mas isso realmente não faz diferença. As minhas crises existenciais e todo o resto são desabafados aqui e ter sumido não significa que eu não as tive. Aliás, eu estive num tempo de extremas dúvidas, mas não pude, infelizmente, compartilhar as minhas angústias com vocês. Esse fato não me faz pensar que eu esteja esquecendo de tudo, mas o que me falta ultimamente é tempo pra esse submundo virtual. Deixando de lado as desculpas, venho ao que me importa, e o que me faz até hoje manter toda essa odisseia ainda pronta pra me atender.

Há quase um mês eu estava em dúvidas sobre assuntos tanto quanto importantes na minha vida, como por exemplo o trabalho, a carreira e os cursos. Passei por tudo isso "numa boa", e enfim tive meu sossego psicológico. Mas como tudo dura pouco, atracou sobre mim o navio da solidão. E eis que lá vou eu pro abismo novamente. Odeio admitir coisas, não gosto de expor e aceitar todas as verdades, mesmo sendo elas absolutas e universais, mas venho por meio desta comunica-los sobre as minhas verdades, e mostrar sem pudor o que está dentro de mim.

Eu nunca fui de pensar sobre futuro, e tampouco de cogitar em apegar-me às pessoas, só que percebi que venho mudando. Depois de uma série de mudanças externas, vieram as internas. Eu mudei o cabelo (ficou uma cor muito estranha a meu ver, mas alguns dizem que está legal, meio estiloso), agora ando por aí de salto alto, quando quero parecer séria meto um óculos de grau no rosto, parei de pintar as unhas de cores 'bonitinhas', estou trocando meu vocabulário, estendendo a mente. E após perceber que sou um ser frágil feito papel, agora sinto que meu coração está vazio.

Passo as noites procurando alguém pra preencher o vasto espaço que há em meu peito. Em todos os cantos vejo rostos e imagino como seria se eu estivesse ao lado dele. Quem vê minha situação perifericamente não imagina como estou me sentindo, já que sei disfarçar bem. Não é uma dor, eu não estou sofrendo, e nem devo. Não sei descrever ao certo tudo isso. Não tenho ninguém em mente, nenhuma paixão secreta. Não ando pensando no passado, não sinto mais nada daquilo. Estou bem nas amizades, aliás, muito bem. Assim, não há nenhuma razão aparente pra eu estar assim e eu sei que só existe uma explicação plausível pra minha mais nova crise: solidão.

Não sou psicanalista, não estudo teses de Freud, Focault ou Beck. Sou comum, assim como você. Tenho também um coração, e ele está à espera de uma razão, composta por carne, osso e sentimento, assim como eu.

Me roubou de mim..

Dessa vez não foi como eu imaginei. Aliás, eu nunca imaginaria isso. Mas aconteceu, e agora eu não sei como agir.
Durante muito tempo, eu o tive nas mãos, e o conhecia bem pra saber disso. Só que fui relevando os fatos e então me perdi. Não tente me entender, isso é difícil de um ponto de vista externo. Se ao menos eu pudesse enxergar a verdade seria mais fácil.
Eu não sei o que estou sentindo. Só sei que desde que eu parti venho o vendo sempre em meus sonhos, e essa é a pior parte. Por que invadir assim a minha cabeça? Será que é você que anda pensando demais em mim? Será que só agora eu percebi o quanto você me amava?
Nesse exato instante, eu só quero saber detalhadamente o que realmente havia dentro de você naquela época. E enfim descobrir o que há em você quanto a mim, hoje.
Eu não quero te encontrar, não quero te sentir. Só quero ter a certeza de que o que você sentia por mim acabou.

Cada vez eu tenho menos tempo pra perder

Desde o japa idiota cantando do meu lado no metrô até a minha chegada em casa, esta noite foi muito boa. Cheguei no SMF4 umas Três e meia da tarde, e só fui a essa hora pra ver o Scudeller, por que o meu interesse começava pelo Rancore.

Sobre o show do Scudeller, não vi muita novidade, o mesmo cover de 'In The End', o mesmo e maravilhoso solo do baterista (que eu nunca sei o nome), o mesmo guitarrista machão bombado se achando, e o Lucas com seus cabelos lindos e estilosos, como sempre. Fazendo um compensado, o show em si foi ótimo (podia ter sido melhor), dou nota seis, merecido.

Depois do Scudeller, tocaram mais umas bandas que eu não me animaram tanto, exceto na hora que o Skore fez um lindo cover de 'The Pretender' do Foo Fighters, o que realmente me deixou animada. Tocou o NoCore também, mas uma merda como sempre. E sinceramente, eu estava tão ansiosa pra ver o Rancore logo, que nem prestei atenção direito nestes shows. Ah! Teve uma banda, acho que é NOHAU, que eu até achei legal, apesar de nunca ter escutado. Parece ForFun no início da carreira, sei lá. É meio Scracho também, mas enfim, eu gostei.

VAMOS FALAR DA PARTE BOA AGORA.

E eis que às sete e quinze veio o Rancore no palco, para finalmente deixar-me alegre. Depois de toda a minha impaciência de ficar escutando a Marcela gritando 'What The Hell', o Teco começou a salvar minha noite. De início veio 'Escravo Espiritual', que teve uma vibe muito louca, o pessoal da pista comum dando mosh na pista premium, muito louco. Não lembro direito a ordem, mas o set-list foi exatamente este:
Escravo Espiritual
Transa
Mãe
Samba
Planto
Quarto Escuro
Liberta
Respeito É a Lei
Apesar de o show ter sido maravilhoso, de a vibe ter me curado de muita coisa, eu fiquei muito fula da vida porque eles não tocaram as seguintes músicas: Jeito Livre, Bem Aqui, Seleção Natural (que seria muito foda ao vivo), Inocentes, e principalmente Mulher. Se eles tivessem tocado Mulher eu teria sido ainda mais feliz, mas beleza, foi bom do mesmo jeito. Podia ao menos ter 5:20 pra eu ter escutado o Caggegi cantar ao vivo, mas beleza. Quando tiver um outro show eu vou, podem deixar.

Quarter, além da banda já ser ruim por natureza, eles entraram no palco ao som de um coro de "QUARTER, VAI TOMAR NO CU. QUARTER, VAI TOMAR NO CU" Isso foi lógico, todos estavam ali querendo ver o Gloria, foi meio que um absurdo colocarem eles pra tocar naquela hora, mas né, vamos relevar. Aliás, não vamos relevar coisa nenhuma, porque eles responderam o público com: vão tomar no cu todos vocês. Isso não pode né, Quarter! Juro que se eu estivesse perto daquele palco, tinha atacado a minha garrafa d'água nas bolas daquele vocalista. A sorte dele é que eu estava colada no palco paralelo, porque senão..

Vamos a melhor parte: o Gloria, depois de dois anos, cinco meses e quinze dias sem um show deles, eu finalmente matei a saudade que estava entranhada na minha garganta, mas mesmo assim não consegui sair rouca daquele lugar.. A minha ansiedade aumentou na hora que vi o Eloy perambulando pelo palco pra fazer os ajustes na batera dele, e indo e vim toda hora, mas até que no backstage surge então, nosso amigo João, haha aí a coisa ficou boa meus queridos! Eu vi, ao vivo e a cores, o melhor grito de guerra de todos os tempos, e o fiz junto com eles, mesmo que eles não percebessem. Foi bem emocionante, eu diria. Mas emocionante mesmo foi ver a satisfação do Johnny ao ver toda aquela gente (acho que umas quatro mil pessoas) ali só pra ver o Gloria tocar, e cantar junto com eles. Ele dava umas batidas no peito, de tipo, EU CONSEGUI! E por diversas vezes eu vi ele gritando POOOORRA!, e era um porra feliz, digamos assim. Foi lindo ver isso, sério mesmo. E o Mi, com aquela camiseta do Avenged Sevenfold me seduzindo, sendo mais um que não conseguia conter a satisfação, e deixava a galera cantar por ele. Algo meio inexplicável, mas eu pude ver o brilho nos olhos desses dois, e mesmo que eu só fosse uma fã ali, eu me senti realizada junto com eles. No início o Peres tava meio mal porque a guitarra dele não tava funcionando, mas quando tudo voltou ao normal, o Gloria mostrou todo o potencial que tem. E foi o show mais pirado que já fui. Pra falar bem a verdade, eu nem prestei atenção no Elliot, eu sabia que ele estava lá, mas não via o porque de ficar olhando pra ele. Eu estava grudada no palco, se quisesse tinha tocado baixo junto com o Jonis, pra vocês terem uma ideia da minha proximidade, eu arranquei um pêlo do joelho do Johnny pelo buraco da calça dele! Isso é um absurdo! kkk E eu tenho quase certeza que ele nem sentiu a dor naquele momento (eu sei que sou besta, mas não sairia feliz dali se não tivesse feito isso). Consegui sentir cada detalhe daquela apresentação, limpar o suor do Mi que caía na minha testa, gritar junto com eles, sentir as batidas do bumbo da batera como se fossem as batidas do meu coração.
E falando em bateria, só vou fazer um comentário sobre a troca: foi bom. Não posso dizer que foi a melhor coisa que o Gloria fez na carreira, mas também não vou desmerecer o Eloy. O cara manda muito bem, tem ótimo comando com os pedais, mas o Fil é um cara excepcional, que deu todo o sangue pela banda, tem técnica, sempre foi e é atencioso com os fãs, e tudo mais. Então, não vou comparar o Gloria pré e pós Eloy, mas continuo seguindo a carreira do Felipe, e desejo tudo de bom pra ele, porque ele merece. E muito.
Continuando com o dito cujo show, vou falar pra vocês que eu quase fui embora muito triste por não ter conseguido pegar ao menos uma palheta. Mas eis que o tão despercebido Elliot manda um papel, e quase que automaticamente eu o agarro, com todas as minhas forças. Consegui pegar um pedaço do set-list da banda, e gostaria de conhecer o 'amigo' que pegou a parte debaixo daquele papel grudado com uma fita amarela. E o set é mais ou menos este:
Vai Pagar Caro Por Me Conhecer
Agora É Minha Vez
Inimigo do Tempo
É Tudo Meu
Anemia
Tudo Outra Vez
Solo Eloy
Onde Estiver (nessa hora lembrei muito da Talita)
(depois disso tem a parte rasgada do papel, mas suponho que vieram:)
Grito
Asas Fracas
Minha Paz
Anemia
Eu não me lembro exatamente bem das músicas que vieram depois de Onde Estiver, mas sei que a última foi Minha Paz.
Bem, o show foi maravilhosamente bem, muito melhor do que eu esperei. Não tive nenhuma decepção quanto ao set, então, cara, estou até sem palavras.

Fresno. Assim como o Scudeller, nenhuma novidade. Show paulera, várias roda punk, mas muito neguinho chorando, se esgoelando. Nada de diferente dos outros show. E pra dizer a realidade, eu queria mesmo ver o Gloria e o Rancore, a Fresno foi lucro. Mas mesmo assim, não teve como segurar a emoção na vez de "Porto Alegre". Fui embora antes do show acabar pra poder pegar o metrô e fiquei sabendo que logo depois que saí eles tocaram Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco De Minhas Lágrimas. Fiquei totalmente em choque, já que eu sou louca por essa música e nunca tinha visto ela ao vivo. Me odiei.

No total, esta noite foi maravilhosa, em tudo. Não vou dar mais detalhes amigos, isto não vem ao caso pra vocês. Só os mais íntimos sabem. Sampa Music Festival 4, HISTÓRICO.

Até a Próxima.




Filhos da China.

O uso indiscriminado de armamentos e munições sempre foi alvo de discussões, mas nunca fizeram algo efetivo e que desse resultado. E então a população se viu 'viciada' na pólvora, e com ela sentiu-se mais segura. As casas têm espingardas penduradas nas paredes da sala de estar, como se elas fossem um troféu a ser exposto com orgulho.

A pólvora, sem dúvidas, foi uma grande descoberta para a humanidade, que viu no temível aviso dos alquimistas um aliado na luta das forças de governos distintos. E como só a tida da explosão não era satisfatória, perduraram para melhorar seu arsenal, e eis que surgem as pistolas, tão inofensivas, juntamente com seu amigo 'de guerra', o canhão. Está iniciado o início de uma nova Era, onde quem mata é o homem, e não mais os animais ou as pragas. Se já havia força suficiente para triunfar sobre um grupo de pessoas, com as armas ficou tudo mais rápido: é só ter boa mira e apertar o gatilho.

Está feito o massacre, e não há mais volta. Os inocentes, pobres (e quiçá ricos) coitados vindos para penar numa vida indigna, neste instante estão enterrados sob os seus pés, os meus pés. Infelizes eles, que não puderam fugir das tropas armadas que invadiram sua cidade e só levaram dor e pesar. Infelizes as crianças, os meninos, as mulheres fecundadas, os avós esperançosos, que quando esperavam por um fim natural, foram atravessados por um grão de feijão assassino vindo em chamas de uma zarabatana. Se foram vidas, se foram almas. O que dizer das guerras 'fazedoras de justiça', dos conflitos armados de vingança versus interesse, da diversão do dito ser racional em ver sangue? Está explícito o interesse em matar, mas nem todos percebem que estão se auto flagelando e que a associação com o mundo paralelo armado só causa a desgraça, pessoal e coletiva.

Num inimaginável dia, quando a pólvora, a arma, o fogo, e o homem se extinguirem, finalmente teremos paz. E o fato de nós existirmos, e termos sentimentos controversos a todo o momento faz com que não saibamos como reagir eticamente a dada situação. E vem a luta, a guerra, e por fim a morte.

Para o início do recomeço desarmado, é necessário que as forças aliadas ao bem façam valer o sentimento de lutar, e combater o desagradável. A magnânima educação tem que estar em primeiro plano, e então formar seres que raciocinem para, e não contra si. Incentivar e mostrar a todos que a vida pode ser linda, apesar das divergências e do descontrole. O mundo como um todo necessita de mais aprendizado e mais inteligência. Precisa ter a consciência de saber largar a adaga quando a batalha estiver perdida, vencendo a guerra de maneira honrada e digna.

E nenhuma segunda emenda vai mudar o que eu penso.


TUDO ISTO COMEÇOU COM UMA REDAÇÃO DA AULA DE PORTUGUÊS, ADVINDA DO DOCUMENTÁRIO 'TIROS EM COLUMBINE'.

Você sabe por que eu abuso do Quando?

Por que o Quando não precisa de justificativa. Você ao menos sabe se o Quando já foi ou será...

Quando se tem orgulho...

Indignação é pouco pro que eu estou sentindo. Arrependimento anda prevalecendo.
PRA ONDE FORAM OS ÚLTIMOS CINCO ANOS DA MINHA VIDA?
Percebo que vagamente foram para o lixo. E que tudo o que construí arduamente com tudo o que eu podia está esvaindo-se rapidamente. E tem que ser gente grande pra admitir porque não é fácil MESMO!
Já chegou a um ponto onde tudo o que eles fazem parece provocação, numa perseguição onde eu sou a vítima e eles os malfeitores. Parece ridículo, eu sei, mas o fato é que saiu pela culatra a minha tentativa de uma religação. E mesmo com tudo o que eu fiz/faço, eles nem dão valor.
De todo este 'ninho de ratos', só há dois filhotes que nunca deixaram de se importar, nunca me deixaram na mão e eu sei que fizeram o que podiam pra me agradar, e mimar, e me deixar feliz. Só é uma pena que o resto (que até agora nem se retratou) esteja de tal maneira.
E infelizmente, eu continuo sentindo, me arrependendo, me lamentando e me perguntando o que eu deixei de fazer, já que tenho certeza que de errado eu não fiz nada.
É melhor esquecer, assim como eles tem feito comigo, e deixar no passado.

O difícil é encostar no ego e dizer: aceite isso, acabou amigo!


QUANDO ESSA COISA TODA AINDA ERA A "AGENDA DA CAROL", EM MEADOS DE 2008, EU, PROFETICAMENTE POSTEI O SEGUINTE TRECHO: "Tu fez ela acreditar que era verdade, a fez iludir-se. Mas conseguiu o que nenhum outro jamais alcançou: a fez abrir os olhos. Para não errar outra vez e fazer dessa ilusão um fato importante, mas apagado."
E ESSE TAMBÉM:
A inocência se foi.

Agora eu sou responsável por mim.

Os erros já não são mais perdoados.

As pessoas me veem de outra forma.

Nada mais faz sentido, nem eu.

É. EU PRECISO ME CANDIDATAR A CIGANA TRAINEE DA PRAÇA FLORIANO PEIXOTO, PORQUE NÉ...

Miley Cyrus x Jack Johnson

Porque a sociedade está se deixando levar pelo dinheiro e pela fama e pela cobiça.
Preferem noticiar o show da mimada e um tanto inconsequente Miley Cyrus do que espalhar para as multidões que o bom samaritano Jack chegou para juntar uma graninha e doar toda a arrecadação da Tour para fins filantrópicos..
É.

Como podes comprar o céu?

Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios. Pois tudo o que se vai, volta com mais intensidade.
De que nos importa o lugar onde vamos passar o resto de nossos dias? Somos só mais alguns para acrescentar nesta história, e poucos de nossos atos são importantes. O que realmente vai ser lembrado não fez de mim ou de você uma pessoa melhor, pelo contrário, só nos tornou vítimas de uma verdade desencontrada nas entrelinhas de escritos supostamente revolucionários. A nossa sobrevida está nas mãos daqueles que menos se importam, afinal, o que é um rio, um pássaro ou uma floresta? De que vai mudar a minha vida se eu deixar padecer uma chama de esperança?
Continuem a macular o vosso leito e irão sufocar nos vossos desperdícios. É isso o que os sábios dizem, e é essa a verdade.
Pense bem em quantos discursos já ouviste, daqueles em que dizem que a mudança é a mãe de tudo, onde a evolução vêm antes de qualquer outro princípio. Agora repare que desde então, tu vive a procurar pelas ruas um indício de que o que ouviu fosse verdade. É um tanto quanto patético perceber que a cada dia somos levados por meras promessas.
Mas por que chorar o fim de todos? O mundo é feito de homens, e estes vêm e vão como as ondas do mar.
Desperdiçamos todas as chances para nos encontrar. Estamos perdidos e solitários.
O princípio de evolução agora se reflete num sistema tolo, egoísta, onde todos fecham os olhos para não perceber que a verdade se foi, e não há mais volta.
O homem branco não sente o ar que respira. Como um moribundo em longa agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se renunciarmos a nossa terra, terás que lembrar que o ar é precioso para nós. Que foi ele quem concebeu o primeiro suspiro, e é ele que também o fará sentir seu último sopro de vida.
Diante dos caixões, todos implorarão por redenção, pela remissão dos pecados. Todos orarão e suplicarão a Deus uma esperança para permanecer aqui. Nesse instante se abrirá uma luz, ou melhor, se fechará a luz. A escuridão irá pairar pelas ruas, ninguém verá nada, mas ainda assim estarão vivos. Estarão vivos para pensar, repensar e quiçá se arrepender. Só que será tarde demais, e então observaremos o mundo passar diante das estrelas. No momento em que o segundo crucial passar, estaremos todos atormentados pelos gritos de dor e pelas lágrimas de lamentação, assim esperando pela salvação e pelo triunfo eterno.
E novamente será tarde demais. Não haverá mais Deus, ele nos abandonara há tempos, e então não teremos descanso até o fim.
Encare o seu destino, pois ele é incerto, assim como sua vida. Assim como a minha vida.
Nesses dias, estaremos todos acabados, assistindo as almas se libertarem de suas matérias e explodindo, assim como fará também a terra.
Repito: Deus abandonou esse mundo. Não houve paz e também nunca haverá. apenas estamos aqui esperando o amor ultrapassar a mente, a ponto de virar um corpo só.
Não é profecia, é apenas a nossa verdade. Não confundamos a sua fé com a minha fé. Não ultrapasses a tua barreira, pois assim estará seguro.
Finalmente, a evolução chegará ao fim. Não haverá mais para onde ir, afinal, não haverá mais ninguém aqui. Assim como os canibais matam os seus semelhantes para sobreviver, faremos da mesma forma, só que o agravante é que nenhum de nós irá permanecer erguido. E fim.

Não quero viver de novo pra ver a minha terra desta forma. Não quero relembrar aqueles que mutilaram-me na outra vida. Não quero ter que idolatrá-los como heróis. O homem não tece a teia, mas é a teia que tece o homem. Estão atingindo a teia. Estão atingindo a mim. Cuida de tua vida, pois ela é curta. faça com que a águia voe novamente.

(Inspirado, adaptado, reescrito e um tanto preservado da "Carta do chefe Seatle", e das músicas "Late Redemption" e "No Pain for The Dead".

É emocional.

É inegável que há muitas coisas que nos deixam emocionados. Pode ser um sorriso, e até um simples pingo de chuva. A emoção não é um elemento definido, daqueles que sabemos que acontece ''assim''. Estar ou ficar emocionado é espontâneo, não há uma regra estabelecida para tal. Não se pode medir forças ou encontrar no DNA um meio que faça com que todos saibam como senti-la.
Mesmo sendo tão misteriosa, a emoção está em cada um de nós. E interiormente, sabemos como encontrá-la.
Eu sinto que, finalmente achei o jeito de tocar a minha.
É segredo e não conto a ninguém. No momento certo, eu soube que havia encontrado o meu "ponto emocional", digamos assim. E chegada a hora, você também saberá o que toca a sua emoção.

Pode-se trocar a palavra 'emoção' por 'paixão', como desejar.

Egocentrismo constante, inalterável e inesgotável.

Muito longe de estar lendo livros de auto-ajuda, estou tentando encontrar o meu EU verdadeiro. Não foram suficientes as aulas de filosofia a mim prescritas, e tampouco os exercícios de olhar no espelho e repetir 70 vezes 'tudo o que você já sabe'. Assim, poderia descrever a situação como "um beco sem saída", mas como a única solução para todos estes inconvenientes está dentro de mim, posso melhor expressar-me afirmando que "à frente há uma bifurcação".
O certo é que há dias peguei-me lendo as primeiras sementes deste jardim, e impressionada fiquei depois de constatar que o que havia de primordial em todas aquelas plantações era meramente eu. Só eu.
Não que minha mente seja programada para pensar apenas em si, mas o fato é que desde que considero-me racional, sempre pensei em mim, e depois no seguinte. Sempre pensei no meu, e depois no do outro.
Na sociedade atual, alienada e mal-acostumada, isso seria uma ótima definição para um ser egoísta. Só que isso não acontece na minha grosseira visão, que enxerga tais atos como "amor próprio", ou egocentrismo. É certo que poucos entendem a minha concepção, mas se ler por entre as linhas, perceberá que, em partes, os seres racionais pensam primeiro neles. É tudo uma questão de lógica.
Mergulhando em situações rotineiras, há sempre uma tia que diz: "Se você não se amar, quem vai te amar?". E pra mim, isso está correto.
Não é egoísmo querer estar bem, mas é egoísmo ter e não compartilhar, querer que "o universo" seja apenas seu. Isso sim é egoísmo.
Sinceramente, egocentrismo é uma característica de pessoas (como eu) que estão cheias de discursos benfeitores e que precisam pensar mais em si. São pessoas que aparentam força, mas internamente são um poço de fragilidade.
De todo modo, isso não é ruim. É algo que temos para apreciar o que há de bom interiormente, e não para fazer com que o mundo externo veja que temos "os olhos maiores que a barriga".
Egocentrismo não é uma fase. Egocentrismo é natureza. Já que não se pode afirmar como são as almas que vivem rondando-nos, apenas fazemos a auto-gentileza de nos encontrarmos no interior dos pensamentos, longe de tudo o que é nos dado e prometido, apenas com o intuito de sermos alguém melhor. Assim como as aves.
A natureza humana.

Quando ele te encontrar.

Seres parasitários devoram sua mente.
Eles sabem o que querem e onde encontrar.
Eles sabem o que querem.
Não é ficção, não é conto de fadas.
É só a sua vida.
A vida que você leva deixando os ventos fluírem.
Veja o destino passando por você! Agarre-o!
Você não é bom o suficiente?
Você não consegue se controlar?
O que está feito não pode ser recuperado.
Meu amigo, sua vida acabou.
Não há mais volta, acredite!
É nisso que você tem que acreditar.
Agora sua alma está trancada a mim.
Eu sou seu dono, e você é meu.
Eu sou o seu dono.
Termine de viver e deixe que eu te levo.

Destino ou má sorte?

"E ela joga seu feitiço sobre as cabeças e tudo se torna amaldiçoado. Apenas uma coisa pode quebrar a sua maldade, mas disso ninguém sabe."

Eu fico me perguntando o porquê das coisas acontecerem justo comigo. Não é possível que haja uma força maligna que me puxe pra trás. Ultimamente, REGRESSO é a minha palavra de ordem, infelizmente.
Acontece que como todos sabem, eu sou muito ligada a coisas que pra vocês são supérfluas. E isso sempre fez de mim alguém diferente, por admirar no rotineiro algo incomum, um novo ser.
Tá, nesse último parágrafo eu desviei totalmente a atenção, mas voltarei ao que interessa.
Estou navegando por uma péssima maré, e necessito de alguma coisa pra me erguer. Não sei se é má sorte ou se o diabinho anda ao meu lado, mas o fato é que nada dá certo. Tenho pensado em tomar um banho de sal grosso ou coisa assim, e dizem as línguas mais experientes (a língua da minha avó) que isso é mau olhado/carrego/encosto/alma penada.
Seja lá o que for, sei que algumas coisas não estão correndo como o planejado e que eu realmente espero isso se resolva.

Diz um velho ditado que: "Dinheiro não traz felicidade." Eu penso que dinheiro traz felicidade sim, mas o excesso dele é que causa danos.

Ah! E tem mais uma! Se isso que eu tenho realmente é mau olhado, você, meu companheiro que por algum motivo tem inveja de mim, mude seus planos, por que não tenho nada de extraordinário que mude o mundo. Me deixe em paz, e se foda (sinceramente).

Relato sobre a Saudade.

Não sei porque estou me sentindo assim.
Quero dizer, na verdade eu sei, só que não quero admitir!
Passei muito tempo vendo as mesmas pessoas fazendo as mesmas coisas, com as mesmas brigas, e os mesmos motivos de sempre. Isso nunca havia me afetado, mas o problema é que eu não percebia o quanto elas me faziam bem, mesmo que não soubessem. Passávamos os dias conversando besteiras e importâncias que pra nós, eram tudo. E sei que todos ali se gostavam um do outro, e nós logo percebíamos quando alguém era infiel. Eu tinha (eu TENHO) amigos tão bons, que me completavam tanto, que eu nunca achei que sentiria falta deles.
Eu acho que nunca falei pra alguém, mas o meu pensamento era assim: não me importo de ter amigos, se não tiver, fico feliz.
Eu realmente pensava assim. Mas o fato é que nesse momento eu não tenho meus amigos, e isso não anda me fazendo bem. Eu sinto uma falta enorme das minhas companheiras me enchendo o saco, dos meus "irmãos" me zuando por coisas banais, e até de dar conselhos inúteis pros meus amigos.
Sei que isso pode ser passageiro, e espero que seja. E eu prometo pra cada um de vocês (Janis, Riari, Bia, Romário, Monyza, Izabel, Marcos, Luiza, Murilo, Renan, e Talita, principalmente) que eu voltarei pra dar um longo abraço e matar a saudade. É, porque tudo isso que eu estou sentindo é saudade, está claro. E eu não vou negar, de modo algum.
E sabem o que é pior? Ficar olhando pra cada pessoa nova que eu conheço, e tentando achar um velho amigo em cada um. Inclusive, já encontrei uma Riari na Elza (que até tem seus pitis feito ela), um Marcos no Anderson (que são iguais, os dois. a única diferença é que o Marcos é um palito, e o Anderson é um tanto mais alto e mais encorpado) e um Romário no Luiz (que adora um carinho). Mas isso não é nada que substitua os meus "amigos originais".
E vocês devem perceber que eu só apareço por aqui quando não estou muito bem, então é óbvio que tudo isso é verdadeiro. Foi um desabafo mesmo.

Verdades do Leite Condensado.

Há certas situações em que rigidez é a regra. Tem alguém defronte a você, lhe escondendo algo, tentando lhe persuadir com uma reles omissão. Tu sabes que há algo pairando nas entrelinhas, mas precisa de um outro método para arrancar a verdade do sujeito. A única maneira que encontra é "encostá-lo contra a parede" para descobrir o que há por trás de toda aquela cena. É tudo como uma daquelas histórias de mistério em que o policial/delegado/detetive usa de toda a sua artimanha para tirar o máximo do suspeito. E como nessas histórias, a nossa vida também é assim. Ou a verdade vêm à tona espontâneamente, ou você a arranca do mentiroso.
Resuma tudo em uma lata de leite condensado: a lata é o mentiroso e o leite condensado é a mentira. Pegue o mentiroso e violente-o (cozinhe). Se o mentiroso não confessar, torture-o e o abra! Assim, a verdade aparece, e você percebe que tudo se resumia ao Doce de Leite (a verdade escondida). Portanto, quando quiser saber qualquer verdade, cozinhe o seu alvo!

Primeiro 'R', depois 'E'... ou será que é 'I'?

Toda noite eu abria o portão de casa, já estava escuro, sempre às 19:00h. Ficava esperando minha mãe chegar do trabalho. Era sempre assim, todos os dias (menos nos chuvosos, é claro).
Comigo sempre estavam um caderno (daqueles de folhas quadriculadas) e um lápis grafite. Eu tinha seis ou sete anos, e ainda estava descobrindo o mundo do ''escrever''. Então, eu me sentava no primeiro degrau e grafava uma palavra. Depois, eu pensava em mil maneiras de derivá-la. O rato virava pato, que virava gato, que virava ralo e assim por diante. Fazia isso apenas com uma ''palavra-mestra'' por dia, até que minha mãe chegasse. Isso nunca era visto por mim como rotina, pois cada vez que eu escrevia uma palavra, eu me redescobria. Passei muitos meses fazendo a mesma coisa, até que um dia eu resolvi mudar. Ao invés de derivar as palavras, eu rimei as palavras. E sem querer saiu um poema, o primeiro que escrevi na vida. Ainda com um garrancho gramatical, eu me impressionei com aquilo, pois era muito pra mim. Eu nunca imaginara nos meus seis anos ter escrito aquilo, mas escrevi. Nesse dia não esperei minha mãe chegar, só entrei em casa, fechei o portão e fui pro meu quarto. Sentei no chão e pensei em como aquelas palavras tão ''adultas'' haviam saído da minha mente infantil. Cinco minutos depois saí do quarto e mostrei o poema pra meu pai. Ele não acreditou. Cogitou a ideia de eu ter plagiado o tal poema de algum livro durante aqueles meus minutos no quarto. Eu estava quase delirante com a possibilidade de ser uma escritora, e de quiçá publicar um livro com aquele meu único poema. Minha mãe chegou em casa e coloquei o caderninho nas mãos dela. Os olhos fitavam aquelas palavras e veio o veredito: ela também desacreditou de mim. Aquilo foi muito. Peguei o caderno, guardei na gaveta e esperei o dia seguinte. Às 19:00, repeti o meu ritual, mas tentei escrever algo parecido com aquilo. Foi em vão. O máximo que saiu foi ''o João comeu pão e vomitou no chão. Sua mãe o fez lamber sabão''. Eu sempre soube que a minha paixão pela escrita começou assim, mas queria resgatar a minha raiz. Quase dez anos depois, estava agora tomando um banho e tentando lembrar da palavra-chave daquele poema. Sei que começava com 'R' e era repetida várias vezes, mas com terminações verbais diferentes. O caderno onde o poema estava escrito foi perdido numa das minhas mudanças. A partir daí perdi a minha essência. Mas ao menos eu lembro que a palavra começava com a letra ''R'', o que já é um avanço. Ou não.

Um Selo.


Ganhei um selo do Blog http://encantar-me.blogspot.com/ (um Blog muito poético, eu digo. Recomendo)

Como manda a regra, responderei as perguntas e escolherei 15 blog para premiar com este selinho.

Perguntas:
Nome: Ana Carolina Silva
Uma música: João e Maria - Chico Buarque
Humor: Depende, suspeito que tenho transtorno bipolar.
Uma cor: violeta
Uma Estação: Outono
Como prefere viajar: de Carro
Um seriado: não sou muito fã, mas ''The Hard Times of RJ Berger'' é interessante.
Frases ou palavras mais ditas por você: ''birosca''
O que achou do selo: é interessante para fazer uma divulgação legal.

Os blogs que indico a ganhar este selo terão que repassá-lo a 15 blogs, responder as perguntas e lógico, avisar aos blogs que ganharam.


Taí, não são 15, mas são ótimos blogs.

Na periferia a fábrica escurece o dia

25 de Janeiro.
A cidade de São Paulo completa mais um ano de existência.
457 anos (oficiais) se passaram.
A cidade que era deserta, calma e até sombria, virou uma METRÓPOLE.
Talvez tenha sido por uma profecia de um mago ou um feiticeiro.
Ele disse:
-Eis que tenha caos e felicidade num só lugar!
E então nasceu São Paulo.
A menina dos olhos do café transformou-se no centro econômico do país.
Como todo ser grandioso, ela tem seus problemas, que não são poucos.
Trânsito, Alagamento, Pobreza,
Diferença Social, Corrupção, Violência...
E tantos outros problemas que vivem escondidos nas asas do governo, e que parecem nunca ter solução.
Mas São Paulo se diferencia pela sua cultura, o que também dá pra listar.
Masp, Museu do Ipiranga, Zoológico, Parques,
Bibliotecas, Teatros, Marcos Arquitetônicos.
A cidade onde se pode comer de todo o tipo de culinária. De Fiji à Groelândia.
Onde num só dia se faz de tudo o que se imagina.
Acordar, academia, trabalho, happy hour, balada, show, passeio.
Dá pra fazer tudo.
Tudo o que você quiser está aqui!
São Paulo pode ser barulhenta o quanto quiser, mas eu não a troco por nada.

O Fingidor

Cansei de reviver o passado. Já coloquei um ponto final em tudo. Não há mais o que temer, já que tudo está tão mudado. Isso não é raiva e nem ódio, é apenas mudança. O tempo passa e todos estamos suscetíveis a ela. Não que ''a ficha tenha caído'', mas o presente é feito de ações e não de memórias. Você permanece em mim, mas agora como apenas um fato. Como mais um na minha história. Eu sigo o meu caminho e sei que assim será melhor. Já não são mais palavras que irão me confortar. Eu quero mais, quero ação. E enquanto você não pode mostrar o quão bom é pra mim, ficamos por isso mesmo. Universo este, onde todos são atores e simulam sua própria vida para manterem-se de pé; onde todos necessitam de um motivo para mostrar o que são de verdade. Chega de toda essa mentira de vida. Chega de toda essa natureza mentirosa que o ser humano carrega consigo. Eu só queria saber como seria se as pessoas agissem como são de verdade. Suponho que não iria sobrar muita coisa ''eterna''. O mundo real, este é o meu sonho. E é o que pretendo viver. Avaliarei, sem dó, cada passo dos que me cercam. Não que isso seja um aviso ou intimidação, mas é apenas uma ocorrência. Quando perceber que há algo de errado, procurarei a verdade. E se ela me parecer apenas mais uma cena do 3º ato, sairei do teatro, mesmo que seja no meio da peça. Não esperarei pra ver o final da história e acompanhar o desfecho da tragédia.
Não sei o quanto de verdade há nessas palavras, mas se eu pude as escrever, é porque em algum momento eu as senti. E questione-se o quanto puder, mas a verdade é sempre única.

E no final, saberemos que não há ''O Fingidor'', mas que todos são o tal.

Não somos bobos e não somos cegos.

Brasil é o 14º no ranking dos países que mais arrecadam impostos. E enquanto isso, é o 54º no ranking Internacional da educação, o PISA.
É claro que tem coisa errada aí, aliás, sempre teve.
Todos os dias a população brasileira fica observando os jornais, e em sua maioria, ficam abismados com tanta corrupção, com tantas promessas não cumpridas, e com a vasta lista de políticos criminosos.
E o pior de toda esta história é que uma parte quase mínima da sociedade faz algo pra tentar mudar esta situação. Todo o país fica à mercê de bandidos disfarçados com terno e gravata, os homens que prometem coisa séria e mudanças, e por fim só acabam aumentando taxas e fazendo caixa dois.
Agora vem as perguntas: Como um país que se diz emergente pode crescer desse jeito?
Onde está a tão magnânima democracia, que em outros tempos foi tão protegida, e hoje parece ter caído em desuso? O que aconteceu com aqueles jovens protestantes de ontem, que lutaram pelas eleições diretas? Esses jovens são os mesmos que hoje colocam os corruptos no poder? É tudo isso que quero saber.
Como cidadã brasileira, não aprovo esse tipo de eleição; não pelo formato, mas sim pelos candidatos. O futuro de uma nação não é palhaçada, e muito menos um passo para a fama. É totalmente desestimulante saber que há um palhaço na Câmara. Se nem uma LEI foi o bastante para impedir que ladrões atuassem em Brasília, imaginem o que pode/vai acontecer num futuro próximo.
Dinheiro na meia e na cueca vai ser pouco. Político preso só em história em quadrinhos. Transparência nem na limpeza dos vidros. É isso que nos espera, se nada for feito rápido.
O nosso tão planejado 'amanhã' vai ser empobrecer de tanto pagar imposto, vendo os chefões comprando mansões, voando em seus jatinhos de luxo... enquanto nós, reles mortais, ficamos nos apertando feito sardinhas enlatadas dentro do transporte público lotado (e caro, já que agora a passagem do ônibus custa R$3,00 em São Paulo).
Eu só espero que a Excelentíssima Senhora Presidente faça com que o Brasil tome novos rumos, porque desse jeito, não dá. Cara boa e campanha rica não fazem absolutamente nada. Agora é a sua vez, Dilma Rousseff.

E como já dizia a música: '' O POLÍTICO LADRÃO É O PIOR DOS BANDIDOS. MATA O POVO DE FOME COM SEU SORRISO FINGIDO. NUNCA ANDA ESCONDIDO, E NA MAIOR CARA DURA É CAPAZ DE NEGAR SUA PRÓPRIA ASSINATURA. DE MANHÃ PODE IR PRESO, MAS É SOLTO DE TARDE, SEM PROBLEMAS, NO ESQUEMA DE UM SISTEMA COVARDE. ONDE FALTA REMÉDIO E FALTA RANGO NA MESA. FALTA VAGA NA ESCOLA E ESTÁ SOBRANDO MISÉRIA E POBREZA. ''