Gana.

Preciso desabafar e dessa vez não é sobre mim.

Eu só queria entender o por quê do dinheiro mover a vida das pessoas de tal  maneira que nem elas consigam viver. Ficam presas na sua vidinha de merda, indo e voltando de um emprego que nem gostam, fazendo 'o que deve ser feito'. Não se contentam com pouco, por mais que o pouco seja o suficiente. Querem mais, e mais. E no fim acabam tristes, algumas vezes sozinhas, angustiadas por não terem o carro do ano, um lar pra chamar de seu, a bota da moda e o vestido mais caro da loja.

Esse tipo de gente não sabe o que é um abraço apertado, sincero. Veem e exprimem interesse em demonstrações de carinho. Para elas, o afago mais sincero é o aperto de mão, pois é na mão que circula a grana, é a mão que fabrica o tijolo, é a mão fecha os olhos do outro ao dormir o sono profundo. As borboletas deveriam voar para longe, tão longe que não fosse possível enxergá-las. As flores deveriam dar lugar aos malotes. A vida ficaria cinza de prédios e verde de notas. Que bela vida essa, não?!

É desse tipo de gente que procuro me afastar. Não gosto de interesse, acho tudo fútil demais, raso demais. O que seria do mundo sem as rosas, sem as alegrias de se ver o soprar do vento numa tarde de outono com o céu alaranjado de felicidade, pronto para fazer nascer a noite de mais um dia? O que seria de nós sem os valores (estes, morais) que regem o nosso futuro? Hoje em dia nem "bom dia" se dá. O "oi" é o mesmo que "envie os malotes com urgência" ou "espero meu café no escritório". O mundo já perdeu sua essência há séculos, e só agora percebem isso com clareza. Só hoje, no tempo em que matar virou hobby, e a gana é elemento fundamental da educação dos nossos filhos.

Essa gente morreu faz tempo. Não estão vivendo para si, estão vivendo para o mundo. É por isso que os desejos dele nunca devem interferir nos seus.

Não me deixarei escapar.

Há muito tempo tenho visto sinais de que o que estou fazendo não está certo. E eu sei que não está.

Sinais em todos os lugares de que a vida é bem mais do que a vida que estou fazendo. Sim, fazendo. Nessa semana li belos textos (e outros nem tão belos assim) que me aguçaram a vontade de viver mais.
Recebi lições de moral, descontei o stress em quem não devia, ganhei um belo presente da vida com a música e comecei a ler um livro. Livro este que estava para ler há muito tempo, mas fazia de conta que ele era só enfeite na minha estante. E por falar nisso, a minha meta é fazer os livros da minha estante deixarem de serem enfeites, e passarem ao patamar de conteúdo.
Um desses belos textos que li, na verdade é uma entrevista com Rubem Alves, em que ele fala da felicidade e da vida. Preciso aprender a comer os morangos, pois estes podem ser o mais doces e saborosos dos quais experimentei.
Sei que o que fiz durante o ano de nada acrescentou ao meu ser, mas estou pronta para reinvestir em mim, e ser mais, e viver mais. Já tenho um breve planejamento dos próximos meses, e como tenho quase certeza de que não entrarei na faculdade no próximo ano, vou rumar à frente, mas sem esquecer do meu dever.
Mas afinal, ano que vem tudo será mais fácil, pois não terei a escola para me preocupar. Menos uma coisa, mais mil coisas.
Enfim, tudo será melhor, e as coisas estão melhorando, eu acredito.

"...não deixe a vida escorrer das mãos..."

Ah, e se você quiser também ler a entrevista citada, clique aqui.

Sonhador.

A vida é uma caixinha de surpresas mesmo! Mas devo acrescentar que são surpresas extremamente desagradáveis. E eu já tentei de tudo. Já quis escrever pra melhorar a dor, até poetisa eu quis ser. Em vão.

Em vão são todas as minhas tentativas de melhorar. São também vãs as minhas angústias, que talvez por serem só minhas acabam me deixando egoísta demais. Eu só sei pensar em mim, esse deve ser o problema. Sei que meu problema também é não deixar transparecer. Tudo. Não gosto que me vejam triste, tampouco magoada. E isso me faz mal, muito mal. Uma aproximação, ou uma palavra amiga me parecem bombas em pleno ataque. Não aceito opiniões, e talvez isso justifique minha situação.

Ainda há esperanças pra mim e não as deixarei escapar. Não me deixarei escapar.

E assim acaba um ciclo.

Pare de sonhar e viva.

"A vida é impressionante.
Os sonhos mais ainda."


Saí para aprender. Saí para buscar o conhecimento que me falta. Não fui conhecer novas pessoas, saí para ser mais.
Nessa trilha cheia de poréns, coisas acontecem, logicamente. Coisas inesperadas aconteceram.

Aviso: devanearei.
Cheguei nos meus sonhos. Sempre digo que sonhar é a coisa mais linda da vida, pois é de graça e nos faz perceber o quanto tudo pode ser melhor. Pois então, contarei-lhes um sonho projetado que venho tendo há um tempo, tempo suficiente para ter certeza do que digo. E quando digo suficiente, quero dizer longo.
: um homem, de 1,8m de altura, talvez um pouco menos, homem como homem deve ser, com cara de homem. Trejeitos extremamente masculinos, a voz rouca como a de um pássaro com suas seringes prestes a explodirem, cabelos negros, mais negros que a noite. Seu cheiro, nunca sentido, é sóbrio e envolvente, sua boca é como uma rosa, delicadamente desenhada para encher meus olhos e cheia de belos espinhos. Sua vida é como a de uma pessoa comum, nem agitada demais, nem monótona demais (creio que sou uma pessoa anormal, já que monotonia é coisa que não falta na minha vida). Seus amigos são em sua maioria inteligentes, cultos e dosadamente engraçados.
Esse é aproximadamente o homem dos meus sonhos, literalmente. Não o sonho de consumo, como costumam dizer, mas o sonho inatingível, o sonho sonhado quando deito a cabeça no travesseiro e começo a pensar na vida. É um ideal de homem. Claro que ele tem ainda algumas peculiaridades, mas estas não são importantes agora.

Voltando à trilha dos poréns, depois de passar algumas horas ouvindo coisas que enalteceram minha visão de mundo, meu cérebro despedaçava-se. Comecei a sentir um cheiro gostoso, acolhedor demais. Achei tudo um pouco estranho, poderia ser coisa da minha cabeça mesmo, pois já estava cansada. O cheiro sóbrio me envolvia de tal maneira que era impossível me concentrar em todas aquelas palavras. Parei por instantes para suspirar, e aquele perfume que meteu-se nas entranhas profundas das minhas narinas agora já não deixava dúvidas: era aquele cheiro, nunca sentido, mas que agora estava ali, no ar, fazendo delirar a minha loucura carnal.
Daí em diante não consegui ter sossego por um só instante. A todo momento me vinham coisas que não deixavam minha cabeça parar. Ficava imaginando o porquê de estarmos ali, eu, ele, um ao lado do outro. Seria destino? Ou talvez uma coincidência? Ou nada? Não sei o que foi.
Paralizei. Aquele cheiro estava bom demais para eu ficar me importando com todo o resto. Fiquei ali, por alguns minutos aproveitando aquele momento. Era mágico. Foi mágico. Mal posso acreditar que vivi tudo isso, senti o tal cheiro, que pude, mesmo que fosse sem querer, tatear sua pele, macia e fofa como a de uma pelúcia de barraca de circo.

Se você ainda não captou o que eu quis dizer, deve estar se perguntando o que tudo isso tem haver com os sonhos, aliás, com o meu sonho. Digo-lhe então que hoje conheci o homem dos meus sonhos. Estava ali, em carne, osso e perfume o que eu idealizei por tanto tempo, que achava que nunca encontraria, que minha imaginação era fértil demais. Diante de mim, o rapaz que me cortejava todas as noites, que armava encontros, que dizia palavras doces, urrava quando tinha de ser. Estava ali o homem dos meus sonhos na minha vida.

Idealize o que é passar anos sonhando com algo impossível, fantasioso até então, e este algo num estalar de dedos ser palpável. É surreal, incrível. A minha vontade ali era dizer pra ele tudo o que passava pela minha cabeça e começar a viver o que acontece nos meus sonhos. Mas eu pareceria uma louca e explicar tudo isso era demais pra mim. Deixei tudo como estava, mas agora sei, que mais do que tudo, o sonho pode ser real. E é real.


Caro leitor, certifique-se de que hoje é domingo, portanto este texto é genuinamente lúcido.

Lucidez.

Gosto muito de ler meus textos, principalmente os mais recentes.
Tenho sensações tão boas quando os leio que é melhor que fazer terapia.
É como ver o meu passado e pensar: "consegui ser melhor do que isso".
É como se a pessoa que escreve esses textos não fosse eu, e que me sinto melhor do que ela. Essa pessoa que escreve é pequena, é vaga, é plana. Já eu que os leio sou maior do que isso, sou mais humana do que isso.
O mundo da que escreve gira desenfreadamente em diferentes direções, enquanto o mundo da que lê é o mesmo do seu.
A vida da que escreve é fútil, hostil e rixosa. A vida da que lê é um poço de esperança.
Os sentimentos da que escreve são desgostosos, inválidos, porém são tudo. Os sentimentos da que lê são belos, ávidos, mas vãos.


Em meio a pernilongos sedentos, não garanto a transparência de minhas palavras. Por mais estranho que pareça a cada toque na minha pele eles mexem seriamente com meus neurônios.
Numa análise extremamente crítica e apurada dos meus textos, percebi que os que são escritos aos domingos são mais sóbrios do que os escritos noutros dias. Quem entende, não é mesmo?



Basta crer.

Eu poderia devanear.
Mas agora só tenho a necessidade de contar um acontecimento. 

Era um dia normal. Pra mim era só mais um entre tantos. Eu só queria sair pra desocupar um pouco a cabeça. E foi aí que eu acabei por ocupá-la, desintencionalmente.
Enfim, eu conheci um cara. Só não imaginava que esse cara me traria tantos problemas.
Não são problemas ditos "problemas", são problemas internos, só meus, digamos assim.
Mas destino a gente não escolhe e pelo jeito eu estava fadada a conhecer tal pessoa.
Entrei e saí da vida dele assim, em pouco tempo. E pra dizer a verdade não fiz muita questão também. Não é querendo me fazer de difícil, mas é que eu não aguentaria-o por muito tempo (não aguento nem a mim, imagine a outro alguém). Homens são difíceis, você que fique aí pensando que difíceis somos nós. Equívoco seu, amiga.
Pois então, a minha ideia inicial era manter contato, mesmo depois de tudo. Pode parecer estranho mas não consigo ser daquelas que termina com o cara e não olha nem na cara do moço. Virou só ideia.
Veja só você que eu fui descobrindo com o tempo que o cara é um bosta. Mas é um bosta estilizado: inteligente feito homem macho, macho como homem deve ser. Não é bonito, eu admito, mas o cheiro era bom. Mas nem tudo é perfeito, e defeitos ele tinha de ter. E tinha. E tem. E deverá ter pelo resto da vida.
Ele é o tipo de cara que quer tudo pra si. Eu nem sei se isso existe mas ele faz o tipo "egocêntrico carente". Quer atenção o tempo todo, e quando não tem finge que o mundo está contra ele. Sente-se injustiçado com tudo. E todos. Mas isso não me incomodava. Eu não conhecia os amigos, tampouco a família dele. Preferi não conhecer e me dei bem nesse aspecto, já que pelo o que me parecia a família dele também era igualmente problemática.
Mas voltemos ao homem: não tinha como dar certo a nossa relação. Éramos iguais demais (não somos mais, observe), gostávamos das mesmas coisas, sentíamos as mesmas coisas, só que não um pelo outro. Era eu por ele e ele por ele. E então ficou difícil e eu não aguentei.
Relacionamentos são complicados demais quando não há cumplicidade. Mentíamos como quem se diz feliz o tempo todo. Não éramos satisfeitos como um casal. Não éramos. Era eu Carol e ele... bem, melhor não citar nomes, afinal, o cara é um bosta.
Não digo que ficou no passado porque se realmente estivesse eu não aqui estaria falando dele. Não sinto saudade, mas só estou relatando a nossa breve história porque queria que ele soubesse que é mais feio ser um bosta do que um apaixonado convicto. E que falar de amor não é difícil, basta crer.
O mundo nunca está contra você, amigo. Ele gira sempre nas mesmas direções e quem anda pelo sentido contrário é você. Aprenda, por favor, a respirar quando se está contra o mundo e ande a favor dele. Faça de você um homem memorável e não deixe mais outra escrever coisas desse tipo, assim como eu faço agora.


Eu sei que você vai ler isso e vai pensar melhor. Em você, é claro. Afinal, o nós já não existe mais.


"É bom quando é trágico e é trágico quando é bom."

A coisa mais feliz do mundo.

Nos últimos tempos venho estado muito estável. Daí, num suspiro percebi que estou feliz.
E não é uma felicidade momentânea, é felicidade mesmo!
Estou conseguindo controlar meu humor, sem oscilações. Parei com os remédios e comecei a viver de uma forma diferente. Estou melhor. Ainda um pouco soturna, admito, mas essa é parte da minha essência, portanto, não vejo porquê mudar.
Hoje vejo o dia de um jeito mais belo, sinto o frescor da brisa. Senti até vontade de ir à praia, dia desses. Não realizei meu desejo, mas pretendo fazê-lo até o fim do ano.
Tudo tem um novo sentido pra mim. Cada dia não é mais apenas um dia, é o dia.
O dia de mudar, o dia de fazer diferente, o dia de ser alguém não só na minha vida, mas também na vida de alguém.
Minha vida num contexto geral não está lá uma maravilha, mas vejo que tudo pode melhorar. Talvez essa ainda não seja a hora de fazer o que quero. Talvez precise de um tempo para amadurecer as ideias.
O que tiver de ser, será.

O que importa é que estou num momento mágico, de redescobertas.
E então, dentre tantas conclusões que tirei depois de todo este tempo de escrita, percebi que a felicidade não depende só de mim.

A felicidade em questão é minha, claro. Mas ela é feita por pessoas. A felicidade é estar em boas companhias, estar com quem amo. E o amor é a coisa mais feliz do mundo. E a coisa mais feliz do mundo é ser.

Restart.

Eu não sei nem como começar. Dessa vez não sei se sou eu ou se é o meu alter-ego que aqui vos fala. Ainda assim, começo:

Por muitas vezes aqui, quando contei sobre as minhas desventuras vividas, citei a necessidade de um psicólogo. Sim, um psicólogo. Achava que falando as minhas histórias pra alguém de verdade (não que vocês, meus caros leitores sejam de mentira) eu melhoraria. Bem, eis que eu fui. E odiei. Por muitos motivos, mas o maior deles foi não ter me sentido confortável naquela situação.
Depois deste episódio vergonhoso, julgo eu, parei para medir as minhas atitudes e tive um insight que me fez mudar. Sim, mudar, por que não?!
Hoje, me sinto muito melhor. Nunca mais voltei ao psicólogo, mas acho que tal experiência me fez bem. Agora estou realmente fazendo o que deveria ter feito desde sempre, me esforçando para conseguir o que quero, expressando-me melhor, vivendo.
Nos últimos dias ocorreram coisas terríveis, e eu deveria estar lamentando-me, morrendo lentamente. Mas não, estou aqui firme e forte e com um belo sorriso de orelha a orelha.
A vida nunca vai ser fácil, e nem pode ser, mas não é porque encontramos dificuldades que vamos desistir no primeiro obstáculo.
Eu aprendi que só é possível melhorar quando se admite o erro.

Sim ou não?

Dia desses, não destes, mas num tempo tanto quanto passado, deparei-me com uma situação tosca.

Estava eu, num lugar cujo objetivo é formar pessoas e o qual frequento frequentemente, conversando com pessoas legais, quando eis que surge o fardo, o encosto. Com sua ultrapassada maneira de aproximação começa a conversar comigo:
-Oi princeeeeeeeeeeesa! (sim, houve a repetição de "E")
-E aí, beleza?
-Beleza. Melhor agora!
-Como tem passado? (É, eu tenho a infeliz mania de perguntar "como vai?" de várias formas)
-Bem. Sabe que ontem eu tava conversando com o pessoal sobre você?
-Que coisa...
-Ué, não vai nem me perguntar sobre o que era?
-Não, já sei que era coisa boa.
-Ah! Esqueci que você é convencida!
-Pois é, é bom não esquecer.
-Mas então, eu tava dizendo pra eles o quanto você é bonita e legal... (súbita aproximação corporal)
-Ahan...(súbita desaproximação corporal)
-E o quanto foi bom ter ficado com você aquelas vezes... (reaproximação)
-E? (mais aproximação)
-E que eu apostei que vai acontecer de novo. Não vai?
-Não, não vai.
(Neste momento já havia uma plateia de três pessoas torcendo pra acontecer)
-Ah, qualé?
-Qualé que eu não vou fazer parte de uma aposta. Não quero ser um prêmio, muito menos um jogo.
-Poxa, achei que você quisesse.
-Vou te dizer que já quis, um dia. Hoje não quero mais.
(Plateia se esvai)
-Sou um idiota,né?
-Bem...
-Mas ó, quando eu crescer a mente, eu volto pra te procurar.
-Tu me ama mesmo, né? (ironia)
-É lógico! (cabeça balança que não, estilo o Chaves)
Ele se vai e eu subo minhas escadas como se nada tivesse acontecido.


*Neste caso, o pleonasmo faz todo o sentido.
*Só quis compartilhar porque a plateia quase me enterrou viva depois do ocorrido.
*Não parece tão interessante assim, mas achei fora do comum.
*Linguagem corporal é tudo na vida. I BELIEVE!

Pronto, acabou.

O Fantasma.

As coisas estão piores. Eu não me aguento mais.
Escrever já não é mais remédio, tampouco válvula de escape.
Não sei o que fazer da minha vida.
Aos olhos alheios, não tenho lá grandes problemas, mas estes, pra mim são piores que pedra nos sapatos.
Não está sendo fácil.
Eu achei que tirar férias das pessoas ia adiantar alguma coisa, mas nada.
Nem me afogar nos livros eu consigo mais.
É chato dizer, mas eu me sinto uma fracassada.
Estou presa em mim mesma, sem saída.
Não consigo me ajudar, é uma facada a cada dia, uma impressão atrás da outra, uma maré de sentimentos e sensações que me afunda cada vez mais.
Não sinto mais nada bom, tudo é ruim, todos são ruins. Não vejo coisa boa nessa vida, mas também não tenho motivos pra querer acabar com tudo.
Estou no centro do furação, em meio ao fogo cruzado.
Não penso mais, não sei de mais nada.
Oh céus, o que aconteceu comigo?
Minha vida é acordar, me olhar no espelho, lamentar, trancar-me num quarto e raramente sair pra ver a luz.
Estou branca feito leite, fraca, moribunda.
Ainda sonho em estar bem, e, poder ser orgulho pra alguém, mas sei que isso está longe demais.
Ao menos eu ainda sonho.

Deixe-me.

Eu não costumo publicar explicitamente o que penso das pessoas ou da vida. Normalmente quem escreve é o meu outro "eu", com palavras bonitas e versos paradoxais. Hoje estou aqui por inteiro. Vou falar da vida. Da minha vida.

Quando qualquer um de nós inicia um projeto, ou alguma outra coisa querida, há sempre boas expectativas e um breve indício de fracasso. Pensa-se que tudo vai dar certo, que as peças se encaixarão no seu devido lugar. Eu, como sou avessa à maioria, começo tudo pensando que vai dar errado. Se tudo ficar bem, ótimo. Se não, a queda é menor. Enfim, sou pessimista.
Tal jeito de levar a vida me faz crer ainda menos nas pessoas. Aliás, retifico minhas palavras: "Tal jeito de levar a vida me faz crer ainda menos nas pessoas com quem convivo". É isso, não vivo numa teia de relacionamentos boa. Eu vejo todos os dias gente interesseira, demasiadamente ambiciosa, clamando por atenção, de qualquer maneira.
E eu, sinceramente não acho que é assim que a banda toca.
Na escola, na academia, e até no cursinho tem gente assim. Todos sempre cheios de sorrisos, prontos para foder a qualquer hora, hipócritas sem precedentes. Daí eu, raramente esbanjando alegria e com o meu ótimo humor vivo medindo as pessoas e o quão boas elas são. Posso sentir pelo olhar, a maldade do mundo está no olhar. Digo, com segurança que poucos fogem à regra.

Mas daí você se pergunta: Onde ela quer chegar com tudo isso?
Esse meu breve discurso só reflete um desejo meu: que 2012 acabe. Mas não que ele acabe como todos estão dizendo, ou com o apocalipse se bem que essa não é má ideia. Esse ano está sendo o pior que já vivi na minha curta vida até então.
Neste ano, conheci péssimas pessoas, perdi ótimos amigos, desfiz amizades de ouro. Neste ano, minha família não vai bem, minha saúde não vai bem. Neste ano, não me sinto bem, minha cabeça não funciona como antes. Há exceções, mas não se esqueçam: eu sou pessimista, e isso vai prevalecer nas minhas escolhas.

É só.

(a)Gente, pra nunca mais.

Gente que diz que sim.
Gente que diz que não.
Gente que não sabe da vida.
Gente que não sabe de si.

Tem horas que ser gente cansa, que a gente cansa.
Ser a gente assim como nós não é fácil.
Não é fácil ser nós. Ser eu mais você, mais vocês.
Tem horas que a gente quer mais é que essa gente se exploda, pra gente nunca mais viver o que essa gente toda causa.

E a incerteza de ser gente eu vou vivendo. Ainda sem saber se ser gente faz parte da gente. Ainda com medo de um da gente ser o agente.

Duas partes.

Eu estou totalmente sem rumo. São incontáveis as vezes em que eu já disse isto neste blog, mas as coisas estão se tornando cada vez piores. Eu já não sei mais o que eu quero da vida, já não sei o que fazer. Eu preciso de uma mudança, mas sozinha eu não consigo, e tenho consciência disso. Só que os meus pilares parecem estar se desfazendo, bem diante dos meus olhos. Pode ser apenas uma mera impressão minha, algo que passa, mas pode ser bem real. O peso da responsabilidade vem chegando e eu sinceramente, não me sinto preparada. Não sei como proceder com o amanhã, este eu nem sei como será, ou se será. Fico triste em não saber de nada, não ter poder pra mudar as coisas. Tudo acontece dentro de mim, mas eu mesma não sei como reparar as minhas próprias carências e dúvidas. Estou desequilibrada, e finalmente aceito isso. Sei que preciso de ajuda, mas por enquanto a minha ajuda são as palavras, as minhas palavras que me afagam. Talvez isso mude daqui a algum tempo, mas viver assim, por enquanto não está sendo nada confortável. Sei que não é pra ser o paraíso, mas também não precisava ser o inferno.

Philia.

Existem certas coisas que me entristecem. Existem certas coisas que me enfurecem. A fusão destas duas belas sensações me fez agora, só agora, acabar com o que me consumia há um bom tempo, dois anos talvez. Eu só precisava ter certeza, e agora ela eu possuo.

Hoje é dia um frio, cinzento, assim como eu.
De agora em diante sou indiferente, não me importo mais.
Cansei de dar valor de mais e receber atenção de menos.
Sou humana, faço as coisas esperando o melhor em troca. E  não é isso que anda acontecendo.
Há meses eu percebo que não há mais reciprocidade. Você mudou de vida, e felizmente eu também.
Nossas vidas são rodeadas de mudanças, mas até então nada, nem a distância havia mudado o que havia entre nós.
Agora eu aceito que está tudo mudado, pois isso já estava percebido há tempos. De você, não espero nada, nem um pedido de desculpas. Desculpas não valem pra mim, nunca valeram. A única coisa que eu quero agora é não querer mais. Mais nada de você.
O ciclo está completo e não há recomeço. É o fim de uma parte de nossas vidas.
À você, meu sincero (e antes dolorido) adeus.

Falta amor, sobra desprezo.

Antifórico.

Nesta semana eu vivi uma explosão de sentimentos enorme.
Nesta semana tive o prazer da felicidade extrema.
Nesta semana apalpei o cimento do fundo do poço.
Nesta semana, gritei, chorei, pulei, sorri.
Nesta semana.

Nesta semana soube que não era tão invencível assim.
Li com todas as letras o significado do amor.
Nesta semana senti com pesar a dor de não ter.
Desarrumei todas as minhas teorias.
Nesta semana desacreditei em muita gente.
Passei a confiar demais.
Nesta semana vi minha vida num futuro próximo.
Enxerguei claramente o vago.

Nesta semana decidi que ainda não tomei decisão alguma.
Nesta semana fracassei.
Nesta semana engoli as minhas mentiras.
Nesta semana perdi.
Nesta semana eu cansei de mim.
Nesta semana.

Nesta semana memorável senti frio na barriga.
Nesta semana me vi no topo.
Nesta semana felicitei a felicidade.
Nesta semana ganhei.
Nesta semana tive orgulho de mim.
Nesta semana.

Nesta semana, nesta semana.
Desta semana só se passaram apenas dois dias.

Dilemas.

Fontes confiáveis já me confidenciaram coisas que nem eu mesma acredito.
Disseram-me que sou invejável.
Disseram-me que sou uma pessoa com uma alma bela e bondosa.
Disseram-me também que sou linda, com um rosto perfeito. Disso nunca tive dúvidas, e até me orgulho de certa forma.
Mas acontece que, como sempre, existe algo repelindo o que eu realmente quero ser. É como se existissem dois pólos iguais dentro de mim, que nunca se encontrarão. 
Eu não sei o que se passa na minha cabeça, e acabo sendo indecisa ao extremo por causa disso.
O que isso tem a ver com os elogios?
Por mais bondosa, cheirosa e invejável que eu seja, não consigo me sentir completa. Não me sinto assim em certos momentos.É como se houvesse um anjo e um demônio na minha cabeça, ditando minhas emoções. Isso me mata, é angustiante. 

É bom estar de volta.

É bom estar de volta. De volta a estaca zero.

Hoje, vi aquele filme da vida passar num segundo. E por duas vezes.
Não é fácil ver o instinto de percepção se tornar real. Quando é com os outros parece até normal, mas aconteceu comigo e não me senti bem com isso.
Uma vez no inconsciente, eu me vi morrendo da forma mais comum. Outra vez, consciente de tudo eu senti o flash da vida me puxando pra ficar nesse mundo.
Eu estou bem, mas existem certas coisas que acontecem para nos alertar.
Agora eu sei.

Comecei,  depois do sono da tarde a trilhar o mesmo caminho, mas com o olhar diferente.
Não mudei, eu sobrevivi.

Soul.

A chuva vem me dizer o que eu não quero ouvir.
"Limpe sua alma, renove seu espírito".
Tenho medos, receios infantis, receios de gente grande.
É incontrolável a minha forma de lidar com as coisas.
Não meço palavras, e também não sei lidar com as consequências que elas me trazem.
É chato, eu sei, mas a minha maneira de ver as coisas é do jeito mais real do mundo.
Não gosto de disfarces, não suporto mentira.
E ainda com tudo isso, eu minto, até pra mim mesma.
Sei como é a sensação de mentir para fugir dos medos.
Sei que a mentira não leva a nada, mas às vezes é inevitável.
Elas saem como um sopro de vento.
E diferente das minhas verdades, as minha mentiras são sóbrias, medidas milimetricamente.
Eu não entendo como posso ser assim. Mas sou.

Vegetando constantemente.

O tempo que não passa, as horas que não andam. 
Todo tempo é tempo demais, e eu preciso me decidir.
Não tenho coragem, isso é fato.
Preciso me criar pra poder criar algo mais.
Sou muito jovem pra talvez entender o amor.
Quer dizer, pode ser que eu já o tenha encontrado,
pode ser que nos encontremos novamente.
Quiça estará ele, o motivo de tudo isso, 
escondido nas estrelinhas dos meus devaneios. 
(leia bem, estrelinhas)
Não se sabe, não sei.
Incerto é o futuro, certo é o destino
e nele eu acredito.
E se estarei eu predestinada a viver devaneando 
quem irá questionar-me quanto a isso? 
Sabido é que nas estrelas tudo é mais belo
e é onde o amor, vivo ou irracional,
se esconde à procura de ar. 


Eu tenho medo de me entregar.

Ando confusa. Não sei como agir.
Não sei te olhar, nem sei se olho. 
Parece que às vezes eu sou um nada, 
outras parece que sou demais até.
Não sinto falta quando não te vejo,
mas quando vejo não quero largar.
Vai lá tentar entender certas coisas.
Talvez seja só carinho demais,
ou pode ser o início de um amor.
Pode ser só fogo,
pode ser um incêndio.
Eu realmente não sei,
você não me deixa decifrar-te.
Eu não sei me expressar quanto a isso.
Preciso de ajuda.
Minha ajuda é você. 

Qual é o meu problema?

Há tempos eu ando de uma maneira que não era antes.
Há tempos eu não sou quem queria ser, ou melhor, não me apresento de tal forma.
Há tempos minha mãe anda observando que eu estou criando uma casca, com a qual eu me separo do mundo.
Há tempos, tempos estes que não sei medir, venho abrindo os olhos para coisas que passavam desapercebidas num passado não tão distante.
Eu venho mudando, e não tenho certeza se é para melhor.
Nos últimos anos, conheci pessoas de mais, vivi coisa de menos.

Chega uma hora em que a convivência cansa de tal forma que tudo parece errado. É como um casamento: se não há amor, ele não dura.
Na convivência não precisa ter amor, mas precisa ter afinidade, coisa que não encontrei nas "pessoas de mais".
Gente de mais que se julga ser demais. Antropocentristas demais, pobres. Espírito é o que lhes falta. Espírito é o que me sobra.
Nesse tempo, acabei descobrindo as minhas facetas, os meus medos, reais. Facetas que não são expostas como troféus, todas elas estão escondidas no eu que só eu conheço, aliás, num eu que fico por conhecer eternamente. Me descubro a cada dia. E em cada dia tenho mais pena dos outros.

Outros que não desejo nada, apenas que vivam, que aprendam com seus erros. Não importa quem seja ou que erros sejam, só espero que a convivência forçada com tais pessoas não faça de mim alguém externamente complicado. Sou fácil, até demais. Sou sistemática, gosto de ver as coisas como elas realmente são.
Parei pra pensar, e então concluí que o problema não está em mim, mas o problema está neles.

É futilidade de mais, é gente de mais, é paz de menos.

Mater.

Eu tenho um medo. Meu medo é ser mãe.

Na verdade, não é medo de ser mãe como uma  profissão, um dom, meu medo é a gravidez. Tenho medo de gerar.
Tudo isso veio nesse instante já que me peguei assistindo aqueles programas do Discovery Home & Health que mostram a rotina das maternidades norte-americanas.
É uma mudança drástica na vida de qualquer mulher. Você carrega alguém dentro de você! É surreal.

E então, eu e os meus problemas hormonais, eu e os meus problemas uterinos, eu e os meus problemas psicológicos, eu e os meus problemas com peso. Tudo isso vira uma bola de neve que me deixa cada vez mais nervosa.
Há alguns anos descobri meus problemas e até então não via problema em não ter filhos. Era normal. Mas de uns tempos pra cá logicamente fui mudando os conceitos de tudo e então absorvi  uma vontade descomunal de ser mãe um dia. O que creio que não vai ser fácil.
Comecei a analisar minha vida.  Eu, agora com quase 17 anos. Entrando na universidade ano que vem, saio bacharel com 22. Somando a isso mais uns três anos pra uma estabilidade financeira, fico com 25. Não é má idade, talvez seria a época ideal.
E daí então vem o medo. Talvez eu não consiga nem a fecundação. Talvez eu aborte. Talvez, talvez, talvez...
Quando se fala em saúde há uma série de possibilidades a serem levadas em conta.
Se tudo der certo, meu desejo é ter um menino. Preciso colocar homens na minha família! E ele tem até nome: Fernando. O que não significa que se for menina seja Fernanda. Se for uma menina, eu não sei, é indefinido.
Mas não quero pensar nisso agora, não é hora.
Só escrevi isso porque dizem que o melhor tratamento pro medo é compartilhá-lo.

Trilhando.

Ultimamente eu ando perdida.
Não nos meus devaneios, nem nas histórias da vida do meu alter ego.

Nos próximos oito meses, minha vida se resumirá a livros de leitura cansativa e antiga com linguagem extremamente formal, idas solitárias e incansáveis à biblioteca do colégio, sábados inteiros ganhados no cursinho, e um estresse inesgotável.
Daí você me questiona: vale a pena todo esse esforço?
E eu te respondo: vale!

Vale porque eu quero ter opinião formada sobre as coisas (e não ser mais um bonequinho alienado), quero conhecer o mundo ao meu redor. Quero ser a primeira das últimas gerações da minha família a ter um curso superior numa Instituição pública. Não quero ser só o orgulho da família, quero ser o meu orgulho.

Quero encher o peito e poder falar que venci! Eu tenho um sonho. E estou correndo atrás.

Caros leitores,

Amigos,

sinto que meu senso poético está esvaindo-se.
Ultimamente ando escrevendo muito mal, minha cabeça só consegue pensar nas redações do vestibular.

É triste, eu sei. Mas é necessário.

Quando escrever algo que preste, voltarei.

triste vida

Me sinto fraca.
Tudo o que venho fazendo é sim para o meu bem próprio, não haveria outra razão.
Mas ainda assim, querem que eu mude o rumo.
Já começo a pensar que não sei mais de nada.
Tudo isso está se tornando cada vez mais difícil.
E eu começo a não aguentar.
Todas as minhas decisões até agora foram minimamente pensadas.
Mas parece que o dinheiro é mais importante pra eles, que não aceitam o fato de eu ser apenas eu, não ter que ficar fingindo.
Não sei mais o que faço, minha mente vai explodir.

Aqui quem vos fala é a verdadeira Carol.

Ponto de vista, v. 2012

Estou vivendo a segunda crise do ano.
Mas dessa vez a culpa não é totalmente minha.

O que você faria se alguém que conheces tentasse o suicídio?
E pior ainda, se você tem um apreço por esse alguém?
Pois é, aconteceu comigo. E por causa disso estou péssima.

Felizmente, o dito cujo não obteve sucesso na tentativa. O veneno era fuleiro e os remédios não foram o suficiente. Daí então depois de toda a minha angústia, eu escuto do ser que a causa do ato foi a minha pessoa. Eu percebo que tudo o que eu faço pra agradar ainda não é o bastante. Todo o meu apreço deveria ser ser amor.

Mas não é bem assim.

Eu sei que "você" lê isso daqui, e eu sei também das tuas expectativas.
A nossa conversa hoje foi boa o bastante pra tu entender o meu amor por você.
Não é avassalador, não é forte, mas também não é paixão.
Não estou apaixonada, mas também não sou sua amada. Já estive nesse lugar e sei como é lidar com você.
Por favor, me entenda: ainda não é a hora.
E pare de tentar se destruir, pois isso tá acabando comigo!

28 do dois.

Amigo que é amigo nunca deixa o outro na mão.
Amigo que é amigo ama incondicionalmente.
Amigo que é amigo ri da falha alheia antes de ajudar a consertar.
Amigo que é amigo é pra sempre.
Amigo. Simples palavra. Baita significado.

Mas por que estou eu aqui adorando tal gênero de ser?
Porque hoje, exatamente hoje é dia de relembrar!
Não, hoje não é dia do amigo.. Na realidade, hoje é apenas um aniversário.
Mais um aniversário de mais uma pessoa qualquer. Pra você.

Pra mim, vinte e oito de fevereiro tem um significado bem maior do que só a data.
Hoje é dia de agradecer ainda mais, de dar ainda mais valor à pessoa.
E é por isso que eu agradeço.

Obrigada Talita Loyola.
Obrigada por ter feito de mim uma pessoa melhor.
Obrigada por me aguentar com suma paciência,
por me fazer rir na tristeza, por me fazer chorar de rir na alegria.
Já que amigo que é amigo nunca deixa na mão, eu não vou deixar-lhe, tenha certeza.
Terás ainda que ouvir meus lamentos por muitos e muito anos.
Não será fácil.

TMBL, normalmente quando alguém faz aniversário, vêm aqueles cumprimentos graciosos.
Como eu não sou disso, e você bem sabe que não vou te ligar, achei de bom grado dar-lhe apenas os parabéns.

Vida contraditória.

Tudo acontecendo, e eu não faço ideia do porque.

Estou aqui para retratar a minha contradição.
Contradição, bipolaridade, inconstância. É assim, bem dessa forma que eu ando vivendo.
Acordo duma maneira, passo o dia de outra e vou dormir exatamente da maneira oposta de como acordei.
Hoje, por exemplo. Acordei péssima, me sentindo um lixo. Chorei, desabafei com o cachorro. Aliviei um pouco da tensão na academia, mas ainda assim não foi o suficiente. Acendi uma vela e um incenso, mais uma vez. Desabafei com o ex (sim, com o ex). Ganhei um abraço. Melhorei. Ainda um pouco desgostosa da vida fui pra escola. Meu olhar parecia longe, muito distante, todos me disseram isso. Me pelidaram de Marilyn Monroe. Soube de uma conversa. Arrasei um coração. Fui ao céu. Dormirei com o ego inchado de tanta satisfação.

Ainda assim, não sei como eu consigo me entender. Acabo por conciliar a loucura com a paixão.

Papo de amigo?

- E você e ela, como estão?
-Ah, ela não quer nada comigo. -diz ele, desolado.
-Mas você tá na dela?
-Acho que sim, estou mais na dela do que ela na minha.
-Então fica só na amizade?
-É, creio que sim. Mas eu ainda fico louco com aqueles olhos verdes olhando pra mim, e com aquelas ondas do cabelo dela.
-É, realmente. Ela é linda!
-Eu que o diga. 


*Equívoco seu. Meus olhos são mel, e não verdes como disseste. 

Adore.

Espiritualizada inteiramente em magia.
Não sei ser diferente, pensar diferente ou estar diferente.
A minha natureza sempre foi complicada demais. E todos sempre souberam disso.
Sou problemática de mais para o entendimento humano, sou problemática de menos pra procurar um psicólogo.

Não me julgo inconsequente e/ou inconstante. Meu problema é só a impaciência, eu não sei esperar. Nunca saberei. E sabem o que é pior nisso tudo? Isso afeta diretamente quem não tem nada a ver com a minha estranha loucura.

Problema meu. Quer deixar? Deixe. Será sempre assim.

Eu falo comigo, com o meu interior. Pareço.

E como já declamou o grande poeta:
"Alucina o animal em mim
Que vive e ferve nesse ritual."

Ursus maritimus

"Eu sou o que ninguém nunca quis ser. 
Sou o urso perdido na mata, procurando refúgio na calada da noite.
Tento me proteger do predador maior que eu: o medo. 
Medo de me perder no escuro das trilhas,
de não conseguir viver até a luz do dia me iluminar. 
Sou um urso vazio que deve muito aos homens. 
Sou o urso que comeu a única fonte de alimento dos esquimós. 
Sou o urso que nunca vai conseguir encontrar o atalho para uma caverna quente e aconchegante. 
Sou um urso cego.
Cego pelo povo. Cego pela vida. Cego pelo amor."




Eu só queria entender o porquê de eu ter escrito isso no auge dos meus 13 anos. Não faz sentido, nunca fez.

Dreamer

Meus caros, só estou aqui pra dizer que eu estou amando viver essa loucura.
Essa minha vida anda me proporcionando tantas coisas que eu mesma estou impressionada.
Sabem, quando eu era apenas alguém sem perspectivas, imaginava que ficaria na mesma maré para sempre, em qualquer lugar... mas acontece que de repente me veio um estalo e eu acordei. E então, agora sou alguém muito melhor, sem dúvidas.
Comecei a ampliar meus horizontes, perceber as coisas boas, absorver toda a positividade. Isso sim é viver.
Nesse um ano e meio de volta a minha bela casa (leia São Paulo) conheci muita gente boa, que soube exatamente me mostrar um caminho novo, com ideias novas.
Toda essa novidade veio a acrescentar na minha personalidade.
Agora, não só eu, mas a minha família também está partindo para uma outra nova fase. A melhor de todas elas. Há divergências, eu não nego, mas no fim de cada discussão, surge uma outra ideia e tudo se esclarece definitivamente.
Por fim, quero deixar clara a minha gratidão a cidade, à São Paulo.
Todos os anos, no aniversário dela, eu faço uma postagem especial. Por toda a sua graça, e principalmente, por toda a garra que tens. E façamos de você, Sampa, muito melhor do que já és.
E hoje, 25 de Janeiro, é sim o começo de uma boa novíssima parte da minha vida. E também parte da minha vida faz aniversário hoje. Esse PARABÉNS vai também aos meus pais, que hoje completam 19 anos juntos.
Futuro, aí vou eu! - construí-lo.

Morrerás como um bom homem.

Numa infeliz mistura de nostalgia, arrependimento e dúvida, chego a minha primeira crise deste ano. Essa não veio a ponto de ser daquelas bem más (as existenciais, que são as piores, ao meu ver), mas conseguiu arrancar algumas lágrimas.
Começou por minha causa, depois passou pra outro ponto crítico, e agora está na parte em que eu penso que poderia ter feito melhor, ter sido melhor. Eu sei que isso acaba, sei também que fiz o meu melhor. Mas não é o suficiente.
Eu sei, eu sei... eu não quero aceitar.
Você veio de uma maneira rápida demais, chula demais. E podia ir embora dessa mesma maneira também, mas sei que você não será bom o suficiente pra isso, então eu mesma farei. Você acabou.

Sei que isso está confuso demais, e que parte de vocês não deve estar entendendo. Não posso explicar, não tem explicação. Minha cabeça está "quente" demais pra pensar em palavras auto-descritivas. Termino assim.