(a)Gente, pra nunca mais.

Gente que diz que sim.
Gente que diz que não.
Gente que não sabe da vida.
Gente que não sabe de si.

Tem horas que ser gente cansa, que a gente cansa.
Ser a gente assim como nós não é fácil.
Não é fácil ser nós. Ser eu mais você, mais vocês.
Tem horas que a gente quer mais é que essa gente se exploda, pra gente nunca mais viver o que essa gente toda causa.

E a incerteza de ser gente eu vou vivendo. Ainda sem saber se ser gente faz parte da gente. Ainda com medo de um da gente ser o agente.

Duas partes.

Eu estou totalmente sem rumo. São incontáveis as vezes em que eu já disse isto neste blog, mas as coisas estão se tornando cada vez piores. Eu já não sei mais o que eu quero da vida, já não sei o que fazer. Eu preciso de uma mudança, mas sozinha eu não consigo, e tenho consciência disso. Só que os meus pilares parecem estar se desfazendo, bem diante dos meus olhos. Pode ser apenas uma mera impressão minha, algo que passa, mas pode ser bem real. O peso da responsabilidade vem chegando e eu sinceramente, não me sinto preparada. Não sei como proceder com o amanhã, este eu nem sei como será, ou se será. Fico triste em não saber de nada, não ter poder pra mudar as coisas. Tudo acontece dentro de mim, mas eu mesma não sei como reparar as minhas próprias carências e dúvidas. Estou desequilibrada, e finalmente aceito isso. Sei que preciso de ajuda, mas por enquanto a minha ajuda são as palavras, as minhas palavras que me afagam. Talvez isso mude daqui a algum tempo, mas viver assim, por enquanto não está sendo nada confortável. Sei que não é pra ser o paraíso, mas também não precisava ser o inferno.

Philia.

Existem certas coisas que me entristecem. Existem certas coisas que me enfurecem. A fusão destas duas belas sensações me fez agora, só agora, acabar com o que me consumia há um bom tempo, dois anos talvez. Eu só precisava ter certeza, e agora ela eu possuo.

Hoje é dia um frio, cinzento, assim como eu.
De agora em diante sou indiferente, não me importo mais.
Cansei de dar valor de mais e receber atenção de menos.
Sou humana, faço as coisas esperando o melhor em troca. E  não é isso que anda acontecendo.
Há meses eu percebo que não há mais reciprocidade. Você mudou de vida, e felizmente eu também.
Nossas vidas são rodeadas de mudanças, mas até então nada, nem a distância havia mudado o que havia entre nós.
Agora eu aceito que está tudo mudado, pois isso já estava percebido há tempos. De você, não espero nada, nem um pedido de desculpas. Desculpas não valem pra mim, nunca valeram. A única coisa que eu quero agora é não querer mais. Mais nada de você.
O ciclo está completo e não há recomeço. É o fim de uma parte de nossas vidas.
À você, meu sincero (e antes dolorido) adeus.

Falta amor, sobra desprezo.