Amor,

Eu sinceramente não sei porque gosto tanto de você. Não entendo quando meu coração palpita ao te ver, e não vejo sentido em estar na sua vida.
Talvez seja por causa de tantas negações que eu te amo tanto assim. Estou perdida num universo maluco de sentimentos que ora me deixa morrendo de vontade de te ver e estar perto de você, ora me desperta a ira e me faz odiar-te eternamente (ou até o outro ciclo começar).
Eu queria ter peito suficiente pra te falar frente a frente tudo o que eu acho que sinto, mas ainda não sou tão boa assim. Então espero que você seja capaz de captar o meu amor e o meu fervor pelo ar.
Que fique claro que eu não quero te obrigar a amar um amor que não existe. Eu só quero te dizer que te quero, que te espero e que precisamos acertar nossas contas e ver como vai ser daqui pra frente.

Aqui quem vos fala é a Carol, por inteiro.

Statu Variabilis

Eu quero primeiro dizer que estou muito feliz em escrever aqui de novo, pois estar viva mais um dia diante da loucura desse mundo já é uma vitória.
Mas na verdade esse post não é sobre loucura, é sobre felicidade.

Estou extremamente feliz. Muito feliz, mesmo. Como já disse, estou feliz por estar aqui, mas estou feliz e contente mesmo com a minha vida toda.
Parece que quando a gente fica velho vai vendo que a vida não é só um mundinho cor-de-rosa cheio de frufrus e sonhos, mas é também feita de luta, esforço e competência.
E mesmo com tanta coisa ruim acontecendo com as pessoas e as relações humanas mundo afora, mesmo com tanta desgraça, com gente se matando por nada, com gente morrendo por tudo, eu sinto que estou cada vez mais descobrindo quem sou eu de verdade.

Meus caros, eu de verdade sou a pessoa mais feliz desse mundo. E não é uma reles felicidade, de pífios objetivos. É uma felicidade feliz. 
Eu tenho observado que há certas coisas que me deixam mais feliz apenas pelo fato de existirem, apenas pelo fato de serem.
Isso aqui, por exemplo. Eu havia esquecido deste maravilho refúgio que se chama Quando Eu For Velha, que eu criei quando me sentia uma tola e inútil no meio dos outros. E cá estou eu, cinco anos depois do início ainda contando meus causos, aflições e por que não, as minhas felicidades! Eu havia me esquecido do quanto é bom estar de volta.
Dia desses me peguei, mais uma vez, lendo meus antigos textos daqui. Percebi que tudo o que foi vivido por mim e pelo meu alter ego (que às vezes insiste em ter vida própria e tomar posse do meu corpo) foi bom pra crescer, aprender com o bom e o ruim e entender porquê a vida tem seu doce sabor amargo. 

Sim! Agora eu sei que nada é perfeito.
Sim! Agora eu sei que a verdade prevalece.
Sim! Agora eu sei o que é o amor.

O amor, que é tão sublime e as pessoas insistem em complicar. Insistem em dizer que ele não presta, que é é mau, que faz sofrer e etc etc etc... Meus amigos, eu lhes digo: o amor é lindo, o amor é belo.
O amor é o anoitecer, o entardecer e o amanhecer. O amor é uma flor que desabrocha sem estar madura, é a fruta que cai do pé sobre a sua cabeça e te faz criar um "galo" na testa. O amor é instável, mas é amor. E contra isso não há luta ou batalha que vença: o amor é maior que tudo isso daqui.

Isso daqui é toda a balbúrdia que acontece nessas terras de ninguém. É essa guerra travada por pessoas contra pessoas, pelo simples motivo de querer estar. 
O "estar" é o pior verbo a ser conjugado, visto que estar não é ser e ser não é estar. Estar é ser provisório, ser reles, ser comum. Ser é ser único, ser lembrado. Eu não venho estando e nem sendo, eu venho tornando-me.

Tornando-me livre de qualquer arrependimento que possa ter me ocorrido algum dia, tornando-me cada vez mais consciente das minhas palavras, e mais do que isso, venho tendo plena clareza do que estou fazendo e porque estou fazendo. 

Já desperdicei gerúndios demais neste texto. Vamos ao que interessa:

O fato é que eu voltei agora pra ficar porque aqui, aqui é meu lugar porque eu estou me sentindo tão completa, de verdade, que precisava dizer isso pra alguém. Eu quitei todos as minhas pendências (e encare isso fora da esfera financeira), trabalho com pessoas que me fazem bem, tenho amigos mais do que poderia imaginar, continuo indo aos meus shows malucos e tenho uma pequena família que é tudo o que eu preciso, o resto é dispensável.

Desculpe-me se fui muito além do que deveria por hoje, mas é que me sinto como naqueles filmes em que uma pessoa não vê a outra por muito tempo, e então os dois se encontram num aeroporto e rola aquela corrida em câmera lenta e logo depois um longo e caloroso abraço. O QEFV é essa "pessoa".
Essa postagem só saiu, na verdade, porque eu finalmente estou de férias, depois de um terrível semestre na faculdade, mas que enfim, acabou. E daí eu estava já fazendo a minha lista do que fazer nas férias e são tantas coisas que vou precisar de mais uma postagem pra contar o resto.


Isso foi só o longo abraço, daqui a pouco vem a pausa para um café.