O amanhã começa hoje.

Assim como eu faço em todos os anos, esta é a última postagem deste.
Este 2014 tão revelador, tão lindo, tão especial.

Este foi um ano de soma sete. Eu não faço ideia do que isso significa, mas eu sei que foi bem legal. Meu número de vida é 5, mas acho o 7 melhor.
7 foi tão revelador que até minha querida Pitty lançou um álbum todo trabalhado na energia desse número. Lindo.

Pois bem, vamos ao que interessa.

Eu finalmente consegui fazer muito do que planejava. Neste ano aprendi tantas coisas, tantas coisas que é impossível escrever aqui um pouco de cada. Tive muitas experiências, a maioria delas boas. Acho que posso dizer que este foi o ano em que eu mais vivi na minha vida.

Senti intensamente cada pitada de amor e de ódio, quando era preciso. Mas assim como os invernos e os impérios, o meu ódio passou. Só sobrou o amor.

Eu descobri que sou um ser iluminado, feito apenas de amor. Tanto amor que às vezes transborda. O amor a mim, o amor aos outros, o amor ao outro.

Principalmente no segundo semestre de 2014, acho que pude descobrir o meu eu que estava enterradinho ali nas profundezas e que resolveu sair. Eu só espero que seja pra ficar. Isso pode ser percebido inclusive aqui no QEFV, pois depois de Julho comecei a vir pra cá muito mais vezes.

Antigamente, eu vinha pra escrever as minhas lamúrias, as minhas pequenas decepções. Pois eu mal imaginava o que é uma decepção. Mas sinto que sou boa o bastante para perceber e conseguir filtrar o que de fato serve para mim, e não mais sofrer pelo que já passou.

Conheci muita gente, algumas boas, outras nem tanto, e outras maravilhosas, com os melhores abraços deste mundo. Tenho certeza que cada experiência vivida me serviu pra alguma coisa, principalmente a última. A mais curta, mas a mais reveladora para mim. Apenas para mim.

Até dos meus pequenos amores de 2014 eu vou levar o melhor. E olha que esse foi o ano mais agitado en mi corazón, mas eis que o ano acabou e cá estou eu aqui, SÓ.
Eu sei que "antes só do que mal acompanhado", mas é que todos pareciam companhias boas demais. Ai meu pai, do que eu estava falando mesmo?

Na última semana passei por uma experiência única, reveladora na minha vida. Um momento cheio de amor, afeto e fé que eu me sinto tão elevada, num êxtase de graça. Me sinto ótima, renovada. Sei que tenho quem me guie e me ajude nos caminhos tortuosos da vida. Isso é tão bom! Queria que mais pessoas passassem pelo que eu passei, vissem o que vi, sentissem o que senti. É maravilhoso. Muda a vida.

Sim, 2014 foi um ano em que pude reafirmar a minha fé em tudo o que é bom. Assim como já disse há algumas postagens, pude sentir que carrego um pouco de cada crença, não consigo me firmar a dizer que "sou isso" se por dentro sei que tenho um pouco daquilo também. Prefiro continuar assim, multicrente. Taí: multicrente. Isso é uma coisa que vou usar muito!

A minha experiência com anos pares não era das melhores, mas acho que este foi como um divisor de águas.
Eu consegui ser um pouco mais solta, mais espontânea (às vezes até demais), consegui expressar melhor as minhas opiniões e os meus sentimentos (às vezes até demais também) e não tenho um pingo de vergonha por isso.

Consegui finalmente dar um abraço em cada amigo que eu sei que realmente está comigo. Consegui ver meus amigos da praia (e mais de uma vez!), minha mina zica, minha bruxinha pelos encontros casuais da vida, meu carma eterno do interior. Só faltaram dois palhacitos que ainda estão me devendo a visita, mas isso é fácil de resolver.

Em 2014 eu finalmente tirei minha habilitação, pra sair linda e louca por aí destruindo corações nos semáforos da vida. Acho que isso foi uma das melhores coisas, de verdade.

Reafirmei pra mim mesma que tenho as melhores pessoas ao meu redor, e que o resto é dispensável. Tenho a pequena e melhor família, os melhores amigos, com quem eu brigo, chamo a atenção, que também brigam comigo e me dizem quando eu preciso SER mais.

Enfim, acho que estou bem nessa vida. O essencial eu tenho, o resto eu corro atrás.

E então, que venha 2015, este lindo ano em que completarei meus 20 belos anos de vida. Ainda estou pensando em algum acontecimento para marcar as minhas duas décadas, preciso comemorar esse dia. Até lá eu penso em alguma coisa, ainda tenho quase 1/3 de ano pra fazer isso.
No mais, meus planos pra 2015 virão numa próxima postagem. Não que isso seja deveras interessante, mas é sempre bom deixar escrito.

Ah! Quase ia esquecendo: com essa minha louca afeição por credos e crenças mundo afora, o "Sacra Sampa" finalmente saiu da minha cabeça e foi pro papel, com grandes chances de ir pra rua de verdade! Prometi pra mim mesma que não posso deixar mais nada passar despercebido.

Agora sim, acho que é só.

Demorei uns dois dias pra pensar em tudo o que escreveria aqui. Acho que das minhas postagens de fim de ano essa é mais bonita, a mais leve. Que assim seja!


"E agora que eu voltei, quero ver me aguentar!"
(risos)

A concordância me pegou. - "A Série do Desencanto"

Agora somos só você e eu.
Nada mais pode nos parar.
Nada mais pode me parar.

Olho em seus olhos e neles vejo
fervor
calor
não há esperança.

Olhos frios, como os de um lobo
pronto para atacar
morder
matar.

Olhos fundos, negros com um toque de mel
soturnos
notívagos
fáceis.

Seu cheiro, profundo
envolvente
fascinante
atraente.

Seu toque, áspero
teso
cálido
forte.

Seu sorriso, claro
longo
hipnotizante
desagradável.

O dia amanheceu tão de repente
mal pude ver a noite sair
cair sobre mim.

Passei dias vagando no vazio
como aquele que encontrei em seus olhos
tentando me encontrar.

Eu não estava ali
nunca estive no seu olhar
jamais poderia estar.

Sua visão não me via
não me percebia
não me sentia.

Seu cheiro me atraía
fascinava
mas não me envolvia.

Seu toque só me fez ferir
padecer
esperar.

Seu sorriso não me convencia
não caí dessa vez
apática fiquei.


Tenho a memória boa demais. Espero que isso tudo se esvaia. Como o vento, que nunca passa pelo mesmo lugar.

O destino abate o forte.

Eu queria não começar um texto escrevendo "eu queria". Mas é impossível.
O meu eu está muito ativo ultimamente. Tão ativo que estou escrevendo mais uma vez aqui.

Eu queria estar aqui para contar sobre a felicidade, sobre o progresso. Mas não estou. Cá me encontro para desabafar. Sobre tudo.

Eu queria dizer tanta coisa para tanta gente, mas na hora em que tenho a palavra só consigo dizer besteiras. Ser menos impulsiva, menos explosiva é o que eu queria. Eu quero demais, eu quero o impossível.

Eu queria saber ser mais direta. Já tentei por tantas vezes exercitar essa virtude, mas cada tentativa é um fracasso maior. Eu fui feita para moldar, para saber dizer, saber escolher as palavras. Nunca fui de "jogar na cara" o que eu penso e sinto. Quando sinto a necessidade de falar, faço isso pelas entrelinhas.

O problema é que a maior parte das pessoas não sabe ler nas entrelinhas. Têm preguiça de parar para pensar. Eu odeio muito isso. Eu queria ter o poder de recitar um longo poema e fazer com que o receptor entendesse a mensagem. Em vão.
O homem (homem ser humano) moderno não foi feito para escutar, para ouvir, para refletir. Ele foi feito para ferir, para julgar, para dizer.

Eu não gosto do homem moderno. Não gosto da maneira de como as pessoas andam na rua, me sinto cada vez mais afogada com tanta tecnologia para inutilidades. A vida é tão maior que isso, que eu acho que poderíamos saber aproveitar mais dela.

Porém ninguém sabe como fazê-lo. Sempre querem o mais atual, o mais moderno, o que tem mais recursos, sem perceber que estão sendo consumidos pelo consumismo.

O que eu queria nesse exato instante era poder ter o poder de fazer com que as pessoas prestassem um pouco mais de atenção em mim, para o que tento dizer. Porque elas não prestam, ninguém presta.

Sou um ser incompreendido e não julgue isso como vitimização. Sou incompreendida porque ninguém tem tempo de parar e me ouvir, me ver e perceber os meus sinais.
Finjo então que sou como eles, e guardo tudo para mim. Guardo até a hora de poder colocar tudo pra fora, com as palavras certas, minuciosamente medidas. Feitas para que alguém me compreenda.

Comecei este texto com uma ideia tão pequena e ele se transformou nisso tudo. Eu realmente preciso que alguém me escute.

Ortografia.

Praticamente abandonei isso daqui por dois anos, e eis que volto cheia de idéias na cabeça e com vontade de dominar o mundo.
Eu sei que às vezes tenho uma grande mania de grandeza (hmm, pleonasmo??), mas é que os últimos tempos vêm sendo muito diferentes.
Eu na verdade queria contar uma coisa: estou achando que preciso de um psicólogo de novo.

Há muito tempo, quando eu estava louca e angustiada com o mundo e comigo, decidi que precisava dividir isso com alguém que não me julgasse. E foi o que fiz.
Num belo dia eu acordei e fui pro psicólogo. Cheguei lá e ele era o cara mais alheio do mundo, mas mesmo assim em uma hora contei minha breve história e derramei um rio de lágrimas. Saí de lá crente que nunca mais voltaria, e na verdade eu acho que só precisava chorar. Foi apenas uma sessão, suficiente para provar que não era aquilo que resolveria meus problemas.
Pois então, eu percebi que estou voltando a ser a mesma pessoa dessa época, não com os mesmos problemas, mas com as mesmas angústias.
Eu nunca fui muito de pensar nas coisas e talvez isso me faça impulsiva demais, e eu acho super legal estar escrevendo isso porque prova que eu reconheço essa minha insensatez. O fato de saber que se tem um problema já é um grande passo.
Eu não, não queria mesmo ter que admitir, mas nesse instante, logo após ter cometido um dos maiores erros da minha breve vida até então, ou talvez tendo feito a coisa mais sensata no meu mar de insensatez, eu reconheço que mais uma vez perdi.
Perdi o controle de mim mesma, perdi a noção e percebi como é ruim não ter pra onde fugir. Eu prefiro ficar com a segunda opção e achar que o meu recente feito foi uma grande descoberta, pois sei até onde vai a minha louca loucura.
Eu só sei que as coisas não fazem sentido, este texto não faz nenhum sentido. Eu não faço sentido.

Ontem me peguei ouvindo umas músicas com teor bem intenso, daquelas que pegam profundamente na alma e trazem aquela fúnebre nostalgia. Eu já previa.
Mas, apesar de todos, eu me sinto extremamente bem. Me sinto bem porque tenho motivos de sobra pra gostar dessa vida e não ficar por aí lamentando como eu fazia antigamente.
Eu já disse que a roda está girando, e ela nunca pára, assim como eu nunca vou parar de usar o acento diferencial nas palavras.