Idade

Eu, agora com 15 anos me sinto a mesma. Tudo continua como antes e eu ainda não posso dirigir.
Além disso, a idade não interferiu em nada na minha cabeça. Persisto nos mesmos ideais e pretendo continuar com eles durante muito tempo. Ainda não faço questão de muitas presenças em minha vida apesar de elas serem inevitáveis. Não quero criar clichê, mas com os meus amigos de verdade eu não consigo encher os dedos de uma mão. Talvez isso seja bom pra mim. Tendo menos pessoas em quem confiar, tenho menos problemas pra minha cabeça.
Comparando o texto do ano passado comigo hoje, vejo que continuo com os mesmos ''sonhos'' e adicionei mais um à minha lista, e este é o mais ambicioso de todos. No caso, não depende de ninguém a não ser de mim. Não posso pedir pra ninguém realizá-lo ou ajudar a fazê-lo. É só eu e eu.
Continuo tendo os mesmos vícios, muito bons, inclusive.
Tenho a mesma família... Mas não tenho pessoas muito importantes perto de mim. E talvez seja essa falta que esteja me distanciando desse blog. Quando eu os tinha, eu era mais criativa e independente, mas agora eu sou meio monótona.
Desde o início deste ano eu percebi que nada seria igual como era. E de uns dias pra cá, eu vi a outra face de muita gente que eu pensei ser ''boa''. Eu percebi que nem todos eram ingênuos como pareciam ser, eu vi que os boníssimos corações são feitos de pedra, eu vi que o mais importante pra eles/elas é se dar bem, independente do que façam com os corações/almas dos outros.
Durante esse um ano em que eu tive quatorze anos, fui a Carol amiga e sincera. Mas talvez durante esse próximo ano em que vou passar, eu necessite mostrar a Carol que nem todos gostariam de ver.
Eu tenho muitos lados e posso facilmente mascará-los dentro de uma garota doce e meiga. Não que isso seja uma ameaça à humanidade, mas é apenas um aviso do que pode acontecer. Quando eu virar a Ana Carolina Silva, não reclame, pois isso já era previsível e foi você quem cutucou a fera com vara curta.
Eu sei e tenho plena consciência de que ano que vem eu posso escrever coisas totalmente irreais hoje, mas eu quero ver os meus limites, quero me testar. Preciso saber se eu sou tão forte quanto falo, se consigo resistir ao tempo feito um metal bruto.
E mesmo com o tempo, eu escrevo as minhas prosopografias sem citar nomes, até porque dentro de uma história cada um tem sua face e sabe muito bem como defini-la.

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