Filhos da China.

O uso indiscriminado de armamentos e munições sempre foi alvo de discussões, mas nunca fizeram algo efetivo e que desse resultado. E então a população se viu 'viciada' na pólvora, e com ela sentiu-se mais segura. As casas têm espingardas penduradas nas paredes da sala de estar, como se elas fossem um troféu a ser exposto com orgulho.

A pólvora, sem dúvidas, foi uma grande descoberta para a humanidade, que viu no temível aviso dos alquimistas um aliado na luta das forças de governos distintos. E como só a tida da explosão não era satisfatória, perduraram para melhorar seu arsenal, e eis que surgem as pistolas, tão inofensivas, juntamente com seu amigo 'de guerra', o canhão. Está iniciado o início de uma nova Era, onde quem mata é o homem, e não mais os animais ou as pragas. Se já havia força suficiente para triunfar sobre um grupo de pessoas, com as armas ficou tudo mais rápido: é só ter boa mira e apertar o gatilho.

Está feito o massacre, e não há mais volta. Os inocentes, pobres (e quiçá ricos) coitados vindos para penar numa vida indigna, neste instante estão enterrados sob os seus pés, os meus pés. Infelizes eles, que não puderam fugir das tropas armadas que invadiram sua cidade e só levaram dor e pesar. Infelizes as crianças, os meninos, as mulheres fecundadas, os avós esperançosos, que quando esperavam por um fim natural, foram atravessados por um grão de feijão assassino vindo em chamas de uma zarabatana. Se foram vidas, se foram almas. O que dizer das guerras 'fazedoras de justiça', dos conflitos armados de vingança versus interesse, da diversão do dito ser racional em ver sangue? Está explícito o interesse em matar, mas nem todos percebem que estão se auto flagelando e que a associação com o mundo paralelo armado só causa a desgraça, pessoal e coletiva.

Num inimaginável dia, quando a pólvora, a arma, o fogo, e o homem se extinguirem, finalmente teremos paz. E o fato de nós existirmos, e termos sentimentos controversos a todo o momento faz com que não saibamos como reagir eticamente a dada situação. E vem a luta, a guerra, e por fim a morte.

Para o início do recomeço desarmado, é necessário que as forças aliadas ao bem façam valer o sentimento de lutar, e combater o desagradável. A magnânima educação tem que estar em primeiro plano, e então formar seres que raciocinem para, e não contra si. Incentivar e mostrar a todos que a vida pode ser linda, apesar das divergências e do descontrole. O mundo como um todo necessita de mais aprendizado e mais inteligência. Precisa ter a consciência de saber largar a adaga quando a batalha estiver perdida, vencendo a guerra de maneira honrada e digna.

E nenhuma segunda emenda vai mudar o que eu penso.


TUDO ISTO COMEÇOU COM UMA REDAÇÃO DA AULA DE PORTUGUÊS, ADVINDA DO DOCUMENTÁRIO 'TIROS EM COLUMBINE'.

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