Costumo escrever textos cheios de arrependimentos e possibilidades e coisas que talvez teriam acontecido se eu fosse um pouco menos ou me deixasse um pouco mais.
Este é diferente. Ele é carregado de verdades e momentos factíveis, palavras palpáveis e sinceras. Não há a necessidade do estar, apenas do ser.
Não há promessas para não serem cumpridas, não há os sonhos de eternidade. Há amanhãs, longos e breves.
Não existem inundações de tristeza, ficam somente as infiltrações de alegria.
O universo é um pouco mais doce, os dias são menos cruéis, as facas têm gumes menos afiados.
Tudo o que brota daqui de dentro logo vira uma floresta densa, pouco chuvosa mas muito fértil e florida.
Os olhos se fecham para lembrar das palavras que atravessam o peito não para ferir, não para reparar, mas para reconstruir.
Por algum tempo estive perdida, procurando razões em porquês não respondidos, mas logo percebi que não há respostas, não há razões. Há somente nós.
Parei de procurar respostas e findei encontrando a solução, resumida nos teus olhos e nos teus abraços.
Acalento-me nas ondas do destino e me perco no teu mar, revolto para que eu atraque minha embarcação, calmo para que eu não precise de ancoragem.
A maré está me levando para onde eu quero ir, e este lugar é onde você está.
Seja aqui ou lá, só paro onde estiver o seu sorriso e o seu abraço a me esperar.
E por mais que eu odeie, essa rima foi inevitável, assim como é inevitável não te querer.
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E então, o que me diz?