Inevitavelmente evitável

Não me culpem por agir desta forma, é apenas a minha vida. E assim como ela, muitas idas e vindas eu tenho dado. Na extinta página onde eu contava a minha rotina pacata e achava super legal, disse num dos meus posts que "quem lê meus post's regularmente, percebe que entro em contradição muitas vezes. Mas é o meu outro alguém que entra em ação. Caso aconteça alguma coisa comigo, podem ter certeza que realmente não era eu naquele momento. (Março, 2009)" E mesmo depois de quase três anos, percebi que ainda me expresso da mesma forma. Isso se deve ao fato de eu também continuar sendo a mesma. Aliás, essa frase é muito pejorativa. Expliquemos.
Ainda nesse mundo onde as pessoas só importam-se com o que tem, onde a família não é nada mais do que um termo 'bonito', onde pai mata filho, filho mata pai, onde a alegria se encontra no saldo da conta bancária, ainda assim eu permaneci exatamente intacta. Não fisicamente (e isso não importa nesse momento), mas meu ideal de felicidade ainda é o mesmo de anos atrás, e continuará sendo. Considero-me avançada de mais e inconsequente de menos pra minha idade, e isso afeta diretamente minha vida. Mas chega uma hora em que toda a minha oculta inconsequência precisa ser exposta de alguma forma, e me encontro obrigada a vir desabafar aqui. 
O "Quando Eu For Velha" nada mais é do que o meu refúgio, o lugar onde me sinto bem quando estou mal, onde me sinto melhor ainda quando estou bem. Venho eventualmente para colocar pra fora do meu peito o que não posso dizer pessoalmente a alguém ou para tirar da minha mente as coisas ruins. É quase tudo sobre mim, e nada mais. Pouquíssimas vezes eu abordei política, gente famosa, e quando o fiz, foi porque me senti deixando de lado essa minha paixão, e então arrumei uma desculpa 'só para dizer um oi'. Enfim, em tudo o que vocês leem aqui há um pouco de mim, não integralmente, já que em alguma hora pode vir o meu "eu oculto" comentado no início deste texto e espalhar algumas inofensivas mentiras realistas que até eu mesma peno acreditar. 
Está findando o novo ano que passará a ser velho, e muita coisa boa aconteceu. Escrevi minhas lamúrias menos que o normal nesses tempos,  mas os mais sórdidos detalhes virão logo mais, na postagem "oficial" de fim de ano, digamos assim. Espero que esteja mais do que explicada a minha motivação de continuar com esse blog. Não vejo necessidade dele se tornar famoso, acho que acabaria com a graça e ínfima pureza que lhe resta. Mesmo assim, não dispenso os meus assíduos leitores (e sei bem quais são), dos que identificam-se com o que aqui está contido até os que acham as minhas tentativas de ser poeta um total fracasso literário. 


"Eu gosto de pleonasmo e de catacrese. Cacofonia não é o meu forte." - e assim surgiu o slogan da porra toda! Me desculpem os mais corretos, mas a porra foi necessária pra enfatizar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

E então, o que me diz?