Saudosismo
Amigos, essa postagem não é digna de ser poética. A vida não é uma poesia, e assim será pra sempre. Portanto, aviso-os que verão nomes desconhecidos, lugares desconhecidos. E se não entenderem nada, deem-se por satisfeitos com esta postagem, pois quem aqui está, importante foi.
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Finda o ano, e vem todo aquele saudosismo.
Vem as memórias de tudo o que se passou, se viveu, se esperou e se encantou.
Posso dizer que 2011 foi um ano memorável.
Terminei a última postagem de 2010 assim: "Estudar muito, fazer curso, academia, mais uma mudança e muita gente nova". Quase tudo isso aconteceu, exceto pela parte da academia e da mudança. Comecemos:
Iniciei 2011 como sendo o começo da minha nova fase. Até então essa "nova fase" só se dava pelo fato de eu ter voltado a morar em São Paulo, o que queria desde que fui morar em Praia Grande, há exatos dez anos, mas depois aconteceu de verdade, internamente.
Estava eu ainda ligada no Max, mas desisti depois de ver minha liberdade indo embora. Deixei-a ir embora junto com ele, não dava mais. Veio fevereiro, e a nova escola até então era uma incógnita na minha cabeça, estava totalmente insegura. Até que entrei na minha sala e vi nos olhos de alguns colegas a minha salvação. E foi mais ou menos assim que ganhei o Anderson, a Elza, o Gordão, a Débora, a Bruna, o Alê, o Caio, o Emo e mais alguns que de tão idiotas se tornaram importantes demais. Em Abril, depois da recaída com o Coreia e ao completar 16, percebi que precisava dar um novo rumo na minha vida, e assim iniciei a jornada em busca de um emprego. O mais incrível dessa história toda é que exatos dois meses depois, quando entrei no CTC, ninguém acreditou que eu estava trabalhando. Sei lá porque, mas as pessoas achavam que eu ia ser vagal pra sempre. Creio que com essa eu surpreendi, haha
Engordei, emagreci, engordei, emagreci.. continuo nessa maré até hoje, e talvez um pouco pior do que antes. A parte da academia vou deixar pra ano que vem mesmo, não tive tempo nem pra mim se querem saber da real. A parte dos tarja preta e antidepressivos eu já deixei pra trás. Hoje em dia meu coquetel diário se resume aos hormônios, a metformina, e eventualmente ao antialérgico.
Agosto foi um tanto penoso, tempo em que entrei no Cursinho, me matei de estudar, mas tive a oportunidade de ter aulas com o professor mais incrível que já vi. Carinhosamente chamado de "Jaiminho, o carteiro", Juju é um professor de literatura imprevisível. Uma pessoa incrível, incrível.
Abri setembro com um dos episódios mais hilariamente fantásticos da minha vida, quando finalmente fui conhecer a Galeria do Rock (acreditem, eu nunca tinha ido lá) e nesse mesmo lugar quase conheci meu ídolo mór. E por falar em ídolos, o mês seguinte me presenteou com um show mais do que lindo do Rancore. Como poderei eu esquecer daquele memorável 16 de outubro, não é mesmo? Agradeço imensamente à Talita Loyola que me fez entender desde o início de que o Teco não era um maluco.
E no quesito shows, terminei 2011 da melhor forma possível. Logo após o lançamento da bomba eu fui conferir de perto o que era morrer sozinho. Quase vi a hora daquele Hangar110 pegar fogo, mas mesmo com um hematoma no nariz esse show da Fresno foi o mais indescritível que já participei.
Comprei o Tri-Polar Deluxe e recebi uma mention da Emma Anzai. Me sinto foda.
E assim foi meu ano, bem diferente do habitual. Se ainda estivesse na Praia Grande, estaria na Etec já com dois semestres terminados no curso de Contabilidade, na escola e na academia. Indo e vindo todos os dias pra casa, sem perspectiva. Acho que me saí bem vindo pra Sampa. Sei que vocês já não aguentam mais me ouvir dizendo que São Paulo é tudo pra mim, mas o problema é que é a pura verdade.
Meus planos para o ano que vem: queimar neurônios, gastar grafite e falir meus pais pra pagar as inscrições dos vestibulares.
Mas mesmo assim, que 2012 venha com muito amor pra vocês, e pra mim também pois estou precisando.
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