Mater.

Eu tenho um medo. Meu medo é ser mãe.

Na verdade, não é medo de ser mãe como uma  profissão, um dom, meu medo é a gravidez. Tenho medo de gerar.
Tudo isso veio nesse instante já que me peguei assistindo aqueles programas do Discovery Home & Health que mostram a rotina das maternidades norte-americanas.
É uma mudança drástica na vida de qualquer mulher. Você carrega alguém dentro de você! É surreal.

E então, eu e os meus problemas hormonais, eu e os meus problemas uterinos, eu e os meus problemas psicológicos, eu e os meus problemas com peso. Tudo isso vira uma bola de neve que me deixa cada vez mais nervosa.
Há alguns anos descobri meus problemas e até então não via problema em não ter filhos. Era normal. Mas de uns tempos pra cá logicamente fui mudando os conceitos de tudo e então absorvi  uma vontade descomunal de ser mãe um dia. O que creio que não vai ser fácil.
Comecei a analisar minha vida.  Eu, agora com quase 17 anos. Entrando na universidade ano que vem, saio bacharel com 22. Somando a isso mais uns três anos pra uma estabilidade financeira, fico com 25. Não é má idade, talvez seria a época ideal.
E daí então vem o medo. Talvez eu não consiga nem a fecundação. Talvez eu aborte. Talvez, talvez, talvez...
Quando se fala em saúde há uma série de possibilidades a serem levadas em conta.
Se tudo der certo, meu desejo é ter um menino. Preciso colocar homens na minha família! E ele tem até nome: Fernando. O que não significa que se for menina seja Fernanda. Se for uma menina, eu não sei, é indefinido.
Mas não quero pensar nisso agora, não é hora.
Só escrevi isso porque dizem que o melhor tratamento pro medo é compartilhá-lo.

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