Qual é o meu problema?

Há tempos eu ando de uma maneira que não era antes.
Há tempos eu não sou quem queria ser, ou melhor, não me apresento de tal forma.
Há tempos minha mãe anda observando que eu estou criando uma casca, com a qual eu me separo do mundo.
Há tempos, tempos estes que não sei medir, venho abrindo os olhos para coisas que passavam desapercebidas num passado não tão distante.
Eu venho mudando, e não tenho certeza se é para melhor.
Nos últimos anos, conheci pessoas de mais, vivi coisa de menos.

Chega uma hora em que a convivência cansa de tal forma que tudo parece errado. É como um casamento: se não há amor, ele não dura.
Na convivência não precisa ter amor, mas precisa ter afinidade, coisa que não encontrei nas "pessoas de mais".
Gente de mais que se julga ser demais. Antropocentristas demais, pobres. Espírito é o que lhes falta. Espírito é o que me sobra.
Nesse tempo, acabei descobrindo as minhas facetas, os meus medos, reais. Facetas que não são expostas como troféus, todas elas estão escondidas no eu que só eu conheço, aliás, num eu que fico por conhecer eternamente. Me descubro a cada dia. E em cada dia tenho mais pena dos outros.

Outros que não desejo nada, apenas que vivam, que aprendam com seus erros. Não importa quem seja ou que erros sejam, só espero que a convivência forçada com tais pessoas não faça de mim alguém externamente complicado. Sou fácil, até demais. Sou sistemática, gosto de ver as coisas como elas realmente são.
Parei pra pensar, e então concluí que o problema não está em mim, mas o problema está neles.

É futilidade de mais, é gente de mais, é paz de menos.

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