Deixe-me.

Eu não costumo publicar explicitamente o que penso das pessoas ou da vida. Normalmente quem escreve é o meu outro "eu", com palavras bonitas e versos paradoxais. Hoje estou aqui por inteiro. Vou falar da vida. Da minha vida.

Quando qualquer um de nós inicia um projeto, ou alguma outra coisa querida, há sempre boas expectativas e um breve indício de fracasso. Pensa-se que tudo vai dar certo, que as peças se encaixarão no seu devido lugar. Eu, como sou avessa à maioria, começo tudo pensando que vai dar errado. Se tudo ficar bem, ótimo. Se não, a queda é menor. Enfim, sou pessimista.
Tal jeito de levar a vida me faz crer ainda menos nas pessoas. Aliás, retifico minhas palavras: "Tal jeito de levar a vida me faz crer ainda menos nas pessoas com quem convivo". É isso, não vivo numa teia de relacionamentos boa. Eu vejo todos os dias gente interesseira, demasiadamente ambiciosa, clamando por atenção, de qualquer maneira.
E eu, sinceramente não acho que é assim que a banda toca.
Na escola, na academia, e até no cursinho tem gente assim. Todos sempre cheios de sorrisos, prontos para foder a qualquer hora, hipócritas sem precedentes. Daí eu, raramente esbanjando alegria e com o meu ótimo humor vivo medindo as pessoas e o quão boas elas são. Posso sentir pelo olhar, a maldade do mundo está no olhar. Digo, com segurança que poucos fogem à regra.

Mas daí você se pergunta: Onde ela quer chegar com tudo isso?
Esse meu breve discurso só reflete um desejo meu: que 2012 acabe. Mas não que ele acabe como todos estão dizendo, ou com o apocalipse se bem que essa não é má ideia. Esse ano está sendo o pior que já vivi na minha curta vida até então.
Neste ano, conheci péssimas pessoas, perdi ótimos amigos, desfiz amizades de ouro. Neste ano, minha família não vai bem, minha saúde não vai bem. Neste ano, não me sinto bem, minha cabeça não funciona como antes. Há exceções, mas não se esqueçam: eu sou pessimista, e isso vai prevalecer nas minhas escolhas.

É só.

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