Sim ou não?

Dia desses, não destes, mas num tempo tanto quanto passado, deparei-me com uma situação tosca.

Estava eu, num lugar cujo objetivo é formar pessoas e o qual frequento frequentemente, conversando com pessoas legais, quando eis que surge o fardo, o encosto. Com sua ultrapassada maneira de aproximação começa a conversar comigo:
-Oi princeeeeeeeeeeesa! (sim, houve a repetição de "E")
-E aí, beleza?
-Beleza. Melhor agora!
-Como tem passado? (É, eu tenho a infeliz mania de perguntar "como vai?" de várias formas)
-Bem. Sabe que ontem eu tava conversando com o pessoal sobre você?
-Que coisa...
-Ué, não vai nem me perguntar sobre o que era?
-Não, já sei que era coisa boa.
-Ah! Esqueci que você é convencida!
-Pois é, é bom não esquecer.
-Mas então, eu tava dizendo pra eles o quanto você é bonita e legal... (súbita aproximação corporal)
-Ahan...(súbita desaproximação corporal)
-E o quanto foi bom ter ficado com você aquelas vezes... (reaproximação)
-E? (mais aproximação)
-E que eu apostei que vai acontecer de novo. Não vai?
-Não, não vai.
(Neste momento já havia uma plateia de três pessoas torcendo pra acontecer)
-Ah, qualé?
-Qualé que eu não vou fazer parte de uma aposta. Não quero ser um prêmio, muito menos um jogo.
-Poxa, achei que você quisesse.
-Vou te dizer que já quis, um dia. Hoje não quero mais.
(Plateia se esvai)
-Sou um idiota,né?
-Bem...
-Mas ó, quando eu crescer a mente, eu volto pra te procurar.
-Tu me ama mesmo, né? (ironia)
-É lógico! (cabeça balança que não, estilo o Chaves)
Ele se vai e eu subo minhas escadas como se nada tivesse acontecido.


*Neste caso, o pleonasmo faz todo o sentido.
*Só quis compartilhar porque a plateia quase me enterrou viva depois do ocorrido.
*Não parece tão interessante assim, mas achei fora do comum.
*Linguagem corporal é tudo na vida. I BELIEVE!

Pronto, acabou.

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