Basta crer.

Eu poderia devanear.
Mas agora só tenho a necessidade de contar um acontecimento. 

Era um dia normal. Pra mim era só mais um entre tantos. Eu só queria sair pra desocupar um pouco a cabeça. E foi aí que eu acabei por ocupá-la, desintencionalmente.
Enfim, eu conheci um cara. Só não imaginava que esse cara me traria tantos problemas.
Não são problemas ditos "problemas", são problemas internos, só meus, digamos assim.
Mas destino a gente não escolhe e pelo jeito eu estava fadada a conhecer tal pessoa.
Entrei e saí da vida dele assim, em pouco tempo. E pra dizer a verdade não fiz muita questão também. Não é querendo me fazer de difícil, mas é que eu não aguentaria-o por muito tempo (não aguento nem a mim, imagine a outro alguém). Homens são difíceis, você que fique aí pensando que difíceis somos nós. Equívoco seu, amiga.
Pois então, a minha ideia inicial era manter contato, mesmo depois de tudo. Pode parecer estranho mas não consigo ser daquelas que termina com o cara e não olha nem na cara do moço. Virou só ideia.
Veja só você que eu fui descobrindo com o tempo que o cara é um bosta. Mas é um bosta estilizado: inteligente feito homem macho, macho como homem deve ser. Não é bonito, eu admito, mas o cheiro era bom. Mas nem tudo é perfeito, e defeitos ele tinha de ter. E tinha. E tem. E deverá ter pelo resto da vida.
Ele é o tipo de cara que quer tudo pra si. Eu nem sei se isso existe mas ele faz o tipo "egocêntrico carente". Quer atenção o tempo todo, e quando não tem finge que o mundo está contra ele. Sente-se injustiçado com tudo. E todos. Mas isso não me incomodava. Eu não conhecia os amigos, tampouco a família dele. Preferi não conhecer e me dei bem nesse aspecto, já que pelo o que me parecia a família dele também era igualmente problemática.
Mas voltemos ao homem: não tinha como dar certo a nossa relação. Éramos iguais demais (não somos mais, observe), gostávamos das mesmas coisas, sentíamos as mesmas coisas, só que não um pelo outro. Era eu por ele e ele por ele. E então ficou difícil e eu não aguentei.
Relacionamentos são complicados demais quando não há cumplicidade. Mentíamos como quem se diz feliz o tempo todo. Não éramos satisfeitos como um casal. Não éramos. Era eu Carol e ele... bem, melhor não citar nomes, afinal, o cara é um bosta.
Não digo que ficou no passado porque se realmente estivesse eu não aqui estaria falando dele. Não sinto saudade, mas só estou relatando a nossa breve história porque queria que ele soubesse que é mais feio ser um bosta do que um apaixonado convicto. E que falar de amor não é difícil, basta crer.
O mundo nunca está contra você, amigo. Ele gira sempre nas mesmas direções e quem anda pelo sentido contrário é você. Aprenda, por favor, a respirar quando se está contra o mundo e ande a favor dele. Faça de você um homem memorável e não deixe mais outra escrever coisas desse tipo, assim como eu faço agora.


Eu sei que você vai ler isso e vai pensar melhor. Em você, é claro. Afinal, o nós já não existe mais.


"É bom quando é trágico e é trágico quando é bom."

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