Gosto muito de ler meus textos, principalmente os mais recentes.
Tenho sensações tão boas quando os leio que é melhor que fazer terapia.
É como ver o meu passado e pensar: "consegui ser melhor do que isso".
É como se a pessoa que escreve esses textos não fosse eu, e que me sinto melhor do que ela. Essa pessoa que escreve é pequena, é vaga, é plana. Já eu que os leio sou maior do que isso, sou mais humana do que isso.
O mundo da que escreve gira desenfreadamente em diferentes direções, enquanto o mundo da que lê é o mesmo do seu.
A vida da que escreve é fútil, hostil e rixosa. A vida da que lê é um poço de esperança.
Os sentimentos da que escreve são desgostosos, inválidos, porém são tudo. Os sentimentos da que lê são belos, ávidos, mas vãos.
Em meio a pernilongos sedentos, não garanto a transparência de minhas palavras. Por
mais estranho que pareça a cada toque na minha pele eles mexem
seriamente com meus neurônios.
Numa análise extremamente crítica e apurada dos meus textos, percebi que os que são escritos aos domingos são mais sóbrios do que os escritos noutros dias. Quem entende, não é mesmo?
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E então, o que me diz?