Eu passo dias habitando o peito desta pobre moça que vos fala, pra de alguma forma me comunicar com você.
Ela não tem nada com isso. Esse assunto é só meu e seu.
Ela é apenas um instrumento, e você, a saída.
Eu queria te dizer, que meio sem querer, eu caí na graça por você.
Queria te falar que o seu jeito "sem jeito" me encantou.
Tudo aconteceu tão rápido, que eu mal tive tempo de dizer o que sentia.
Mas eu sinceramente acho que não precisava.
Os meus olhos brilhavam mais que as estrelas quando te olhavam.
O meu sorriso não cabia mais em mim ao ouvir a sua voz, ao imaginar que a sua imaginação era eu.
Eu precisava tanto que você reconhecesse o quanto me fizeste bem.
Os nossos poucos dias me acenderam como nunca antes.
Eu me senti viva de novo, com o espírito renovado.
Porém, mesmo com tudo isso, eu não fui o suficiente.
Você tinha a sua vida, e eu a minha. Mas estava pronta a abdicar de tudo.
Eu estava pronta para você. Mas não servi.
Querido, eu deixei você partir porque reconheci a minha fraqueza.
Com franqueza, e com um profundo temer eu te falei que não mais queria.
Mas no fundo você sabe que eu quero, e que só fiz isso para te ver feliz.
E por mais difícil que seja aceitar, a verdade é que você seguiu feliz.
E eu só observei você partir, para cada dia mais longe de mim.
Pois que vá, porque um dia Sol e Lua se alinharão. E você voltará. Com a maré.
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E então, o que me diz?