O pior já passou.
Agora o horizonte já está se abrindo e eu posso ver os primeiros raios de sol.
Por mais difícil que tenha sido, foi bom perceber o quão frágil eu ainda posso ser.
Quando as minhas mais internas aflições conseguem ultrapassar a minha própria capacidade de escondê-las, eu percebo que não é mais possível desfazer o que está feito.
E é mais revelador ainda quando há alguém que consegue ver as minhas verdades aparecendo e me dizer que já é o bastante: entregue-se à elas ou deixe que elas se vão.
A vida passa tão naturalmente e tão rápido, que algumas coisas ficam perdidas no ar.
Às vezes me pego pensando na infinidade de coisas e pessoas que perdi apenas por não saber aproveitar as oportunidades e ter tanto medo das consequências.
Eu sei que de um ano pra cá eu melhorei muito, comecei a me abrir mais para dizer SIM ao mundo, mas ainda não é o suficiente.
Eu não faço coisas simples apenas pelo fato de não conseguir lidar com o que isso pode me trazer. Eu tenho medo de dizer sim e não conseguir lidar com os desenrolares das minhas possíveis ações. Eu tenho medo de dizer sim e não saber lidar com a decepção, mas acho que tenho mais medo ainda de não saber o que fazer com a felicidade.
Existem algumas coisas que trazem respostas tão boas e imediatas, mas não sei como lidar com isso. Não sei como reagir às coisas boas que a vida me traz, e isso chega até a ser angustiante. Eu vejo a felicidade, a pego nas mãos, mas não consigo cuidá-la para que ela não definhe. Eu apenas a deixo lá, sendo. Não a cultivo, não a destruo, só olho, indiferente.
Por pequenos instantes eu consigo senti-la a plenos pulmões, fazendo meu coração pulsar mais forte, mais rápido. Mas isso é passageiro. Logo após começo a imaginar no que vem depois. Como será viver com tal felicidade. E fico pensando... Eu penso demais.
Cheguei à conclusão, que já não sei se triste é, de que eu não sei viver. Eu não sei viver o hoje. No meu hoje, existem futuros infuturos, incertos, inconvenientes, mas bons para mim. Eu sei que todos os amanhãs que vêm à minha cabeça não acontecerão por mais que eu faça com que eles aconteçam, porém por algum motivo ainda desconhecido, eu prefiro ficar presa aos imaginários amanhãs do que usufruir do presente.
Talvez haja uma solução muito simples para toda essa minha inquietude de não saber viver. Acho que eu só preciso viver. Viver sem me importar com o que vai vir depois, começar a olhar à minha volta, perceber e relacionar as conexões. Preciso de um olhar mais aguçado, um faro melhor ajustado às minhas próprias necessidades. Eu me preocupo demais com os problemas e as agruras alheias. Preciso saber viver. É preciso saber viver.
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E então, o que me diz?