Silêncio.

Eu não consigo acreditar que isso está acontecendo de novo. E num intervalo de tempo em que eu mal pude respirar. Eu não posso respirar.

Não posso viver convivendo com uma maneira de ser que talvez seja inapropriada para todos. Não consigo saber o quanto devo ceder, o quanto devo negar, o quanto devo ser legal e convincente. Não sei mais quando devo mentir, por mais que isso seja uma das coisas que eu mais tenha repúdio. Não sei mais se devo falar a verdade,  quando eu sei que esta irá ferir alguém que não tem nada a ver com os meus próprios fantasmas, com meus próprios dilemas.

O certo a fazer seria não deixar que mais ninguém entrasse na minha vida, mas eu preciso da ilusão do sentir novamente, mesmo sabendo que isso não acontecerá. Até a dor da ilusão de ser iludida de novo me remete à você.

É como se o seu fantasma ainda estivesse aqui, me impedindo de ser quem sou, me impedindo de seguir com a minha vida, mesmo ela estando toda errada.
Por que você faz isso? Por que não me deixa simplesmente ir?
Eu não posso ser de mais ninguém a não ser você, mas me deixe pensar que posso.
Por favor, eu lhe imploro que pare, que suma e me deixe ir.
Eu preciso sentir o calor na minha pele novamente, mesmo sabendo que estarei sempre fria sem você.
Eu preciso olhar nos olhos de alguém e ver o que há dentro deles, mesmo sabendo que no fundo dos meus só haverá a sua imagem.

Eu não entendia porquê cada gole não me saciava, porquê cada toque não me dava arrepios, porquê cada beijo não fazia feliz. Agora eu sei por quê. Está tudo muito claro.
Eu pedi muito, mas você não se foi. Continua aqui me atormentando.
O silêncio dessas palavras não diz nada pra você, eu sei. Sei também que você mal se lembra que eu existo. Parece estar seguindo em frente, mas esqueceu seu coração comigo.
Venha buscá-lo.

Cada frase minha tem um sentido. E este foi o meu primeiro texto que teve um título antes de ter um corpo.

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