Amor volátil.

O apreço é o bem mais precioso que há. Ter um carinho especial por algo, querendo-o e amando-o tanto quanto a si mesmo é expressar o amor na sua forma mais sublime. Querer o bem de alguém apenas pelo fato desse alguém te fazer bem. Isso é tudo o que eu queria sentir, ao menos uma vez na vida.
Aliás, uma vez na vida eu senti isso, mas foi tão rápido, passou como um furacão e me deixou as marcas e cicatrizes mais profundas. Eu prefiro não me prolongar muito nessa memória para não ter a obrigação de marcar essa postagem n'A Série do Desencanto.

Na verdade, neste dia, o que mais me choca é a constatação da existência do amor volátil. Sim, com meus próprios olhos (e felizmente não com o coração, dessa vez!) eu observei que o amor é volátil, sai do seu momento mais leve, da sua calmaria de mar, e num tornado chega a tocar o céu.
Mas não pense você que o céu é o paraíso. O céu é apenas o fim, na pequenez do oceano do amor volátil. Ao se expandir, virar nuvem e ganhar o seu falho contorno, o amor fica suspenso, no ar, esperando ser resgatado.
Mas o amor volátil não chove, não sublima, não liquefaz. O amor volátil não é. O amor volátil só foi.

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