O amor reluz

Nunca imaginei que você fosse se tornar insubstituível. No início eu tinha medo, muito medo. Eu não queria te querer. Achava que seria tudo igual, que não chegaríamos nem ao terceiro encontro, que você me trocaria por alguém que não fosse errado. Receava chegar no dia em que eu não fosse receber mais mensagens suas.
Mas nada disso aconteceu. Você foi ficando, fui me acostumando com seu jeito quase totalmente oposto ao meu, fui me deleitando nas suas ideias quase absolutamente iguais às minhas e aconteceu.
Passaram-se dias, meses e logo mais poderemos contar em anos, e eu não sei onde foram parar os meus medos e anseios. Ainda tento descobrir de onde sai tanto amor. Eu nunca ouvi falar nisso mas parece um clichê dizer que só se sabe o que é amor quando se ama de verdade. E eu posso dizer isso porque já amei de mentira várias vezes. Eu sei o que é amar e não ser correspondido. Eu sei o que é amar e ser correspondido. Eu sei o quanto é bom receber um sorriso e um abraço de verdade.
Eu sei diferenciar todas as suas caras quase como uma mãe decifrando o motivo do choro de seu filho. Já sei quando você está feliz, quando está bravo, quando está de saco cheio das coisas, quando está esbanjando alegria. E sei que o mais engraçado de tudo é que em qualquer estado de espírito que você esteja você sempre me olha do mesmo jeito, como se em qualquer situação eu fosse seu porto seguro.
Eu sinto uma paz enorme em ter você ao meu lado, pra me ajudar a seguir nessa vida tortuosa e para enfrentarmos juntos as caminhadas. Estou escrevendo hoje porque estou com saudades. Te vi há dois dias e está bem difícil terminar a semana assim. Só queria te dizer isso, e sei que você está com saudades dos textos também, então tudo veio a calhar.

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