Faz parte do fim.
Mas é somente sobre as inconstâncias da vida.
A vida que muitas vezes parece que não vale a pena ser vivida, que castiga com duras pedras os tropeços nossos de cada dia, que faz trovejar sobre nossas cabeças sem que pareça haver um motivo aparente. A vida que é muito difícil - ela é quase indecifrável. A vida, que não escolhe ser boa ou ruim, ela só é. A vida não é você, nem eu. A vida é independente. Nós não somos a nossa vida.
Nós temos nossos desejos, nossos anseios e ambições, e na maioria das vezes a vida não segue o que nós queremos. Naqueles dias em que não estamos muito bem, por vezes a vida nos brinda com um encontro inesperado ou simples acontecimento que toca o coração e faz o dia melhorar. Ou quando tudo parece estar bem e repentinamente parece que você perde tudo, se vê sem rumo. A roda da fortuna é a vida.
Dessa vez sem esoterismos ou significâncias ocultas, é só uma comparação. A roda da fortuna, em que numa interpretação muito rude, enquanto uns tocam o céu outros tocam o inferno, e quando estes estão no céu o inferno fica aberto para os recém saídos do paraíso. A vida é isso. Não há fuga pra lugar nenhum, só há a opção de aceitar que estamos sujeitos a tudo o que vier, e que temos que lidar com isso.
A vida não é o que você quer e você não pode e nem deve querer mudá-la.
Talvez algumas escolhas levem para caminhos mais fáceis, mas independente da dificuldade, tudo deve ser vivido e de tudo se deve levar algum aprendizado, para da próxima vez que chegarmos ao céu aproveitarmos a estadia com mais conforto e pra tornar a chegada ao inferno menos dolorosa.
Nós precisamos aprender a viver com a vida, e saber que sim, há algumas coisas que acontecem e que somos os principais causadores, mas que todas as outras vêm independente da nossa vontade. A vida não espera a sua decisão, ela te obriga a decidir.
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E então, o que me diz?